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Famílias reclamam por realojamento na Aldeia Solar de Cabíri

ALDEIA SOLAR EM CABIRE (FOTO: LUCAS NETO)

Vinte e três famílias, das 150 da aldeia de Kassanzo, expropriadas do perímetro onde foi instalado o Projecto Integrado de Desenvolvimento Agrícola e Regional da Quiminha, juntaram-se na quarta-feira defronte a administração municipal de Icolo e Bengo para reclamar pela sua reinserção na Aldeia Solar de Cabiri.

Falando à Angop, o representante das famílias que deviam ser realojadas há dois anos na Aldeia Solar de Cabiri, Dionel Paulo José, disse que foram feitas várias reclamações junto da administração comunal de Cabíri, mas a resposta tem sido apenas para aguardar, sem um prazo concreto.

Face a situação, o administrador de Icolo e Bengo, Noivito Pedro, comprometeu-se em receber as famílias na próxima quarta-feira (29/05), com intuito de analisar o assunto.

Já o administrador do projecto, Hermenegildo Vieira Dias havia dito à imprensa que até final de 2018 mais de 100 famílias seriam realojadas no local, beneficiando de moradias de tipologia T3.

Para além das residências, as famílias devem beneficiar também, junto das suas moradias, de uma fazenda familiar de um hectare, uma estufa de 500 metros quadrados, com ramal de fornecimento de água potável para casa e outro de água bruta para irrigação.

A Aldeia Solar de Cabiri inaugurada no dia 19 de Fevereiro de 2014 pelo ex-presidente da República, José Eduardo dos Santos, é composta por 500 habitações e devia receber todas as as famílias que residiam no perímetro onde foi instalado o Projecto Agrícola e Regional da Quiminha.

Actualmente residem na aldeia 350 famílias enquanto as restantes 150 casas desabitadas são sistematicamente vandalizadas, encontrando-se algumas sem portas, janelas, painéis solares, torneiras, entre outros bens.

O projecto da Quiminha tem como objectivo principal a produção, em grande escala, de entre outros produtos, horto-frutícolas, grãos, tubérculos e ovos, para abastecimentos do mercado nacional, no qual já beneficiam alguns supermercados.

O espaço de cinco mil hectares, criado em 2017, está localizado na zona sudeste de Luanda, distrito urbano da Quiminha, município de Icolo e Bengo e foi projectada para alojar a população que vive em situação de risco nos bairros de Kassanzo e Honga Zanga, na comuna de Cabiri.

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