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Especialistas angolanos concordam com alerta da ONU para controlo da dívida do país

Ministro das Finanças Archer Mangueira e o Governador do BNA José de Lima Massano (Imagem de arquivo) (DR)

VOA | Manuel José

A secretária executiva da Comissão Económica para a África das Nações Unidas, Vera Songwe, desafiou nesta semana as autoridades angolanas a introduzirem melhorias na gestão da dívida pública e a aumentar a sua quota das energias renováveis.

Em Luanda, onde esteve de visita, Songwe disse que só com essas melhorias a economia angolana poderá ser uma das mais fortes de África.

Essas recomendações estão alinhadas com o que vários académicos angolanos têm vindo a sugerir.

“A nossa dívida pública tem que ser sustentável em função dos indicadores da nossa economia como o PIB, a riqueza que o país produz, tem que haver uma correlação com o nível de dívida e depois uma maior transparência na gestão desta dívida pública, são essenciais para atingirmos o desenvolvimento que se pretende”, considera o economista José Matuta Coato, lembrando que há muito que se pede uma maior transparência na gestão da dívida pública angolana.

Quanto às energias renováveis, aquele especialista entende que “estamos muito aquém do que se faz pelo mundo”.

Para ele, “basta olhar para os investimentos feitos pelo pais nos últimos anos e facilmente concluímos que em termos de energias renováveis estamos muitíssimos atrasados porque o Governo só quer construir grandes barragens e centrais que de facto poluem o meio ambiente”.

Esta posição é corroborada pelo consultor económico Galvão Branco para quem é urgente que Angola comece a pensar em usar energias limpas “para evitar consequências desastrosas para o futuro da humanidade”.

Quanto à dívida pública, Branco diz que o perfil não é bom, lembrando que “uma grande parte da dívida interna, sobretudo, foi feita para atender despesas que não são de capital que não são reprodutivas”.

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