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Combatentes líbios condenam Macron por interferência no país

(Reuters)

Euronews

Perto da linha de frente de Ztarna, nos arredores de Trípoli, um hospital de campanha deixa antever as cicatrizes da guerra na Líbia.

Os militares acusam o presidente francês Emmanuel Macron de apoiar politica e militarmente as forças de Khalifa Haftar. Alegam que foram eles quem expulsou o Daesh do país, em 2016, eles, os mesmos que agora são chamados terroristas.

“Os que agora estão com Haftar não combateram o terrorismo. Nós combatemos… A verdadeira guerra, que travámos por sete ou oito meses e que resultou no martírio de mais de 700 pessoas e deixou 12 mil feridos. Dizem que estão a lutar contra o terrorismo em Trípoli e que estes são terroristas? Eles lutaram comigo contra o Daesh!”, afirma Mohamed Khalil Issa, comandante da brigada Yatrib.

Os combatentes dizem que estão ali para defender o país e o futuro. Acreditam que Haftar é uma ameaça ao caminho da Líbia para a democracia e a estabilidade, e que a comunidade internacional deveria estar a fazer muito mais para acabar com esta guerra.

Uma guerra que, dizem, querem ver terminada o mais rapidamente possível e que preferiam nunca ter iniciado.

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