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Angola sai do festival do cinema com dois troféus

Imagem ilustrativa (DR)

Angop

Os filmes angolano “O mambo” e “Inicio do Fim” foram premiados, na noite de quarta-feira, no Festival Itinerante do Cinema de Língua Portuguesa, que decorreu de 15 a 22 de Maio em Lisboa (Portugal), nas categorias de Curta e Longa-metragem, respectivamente.

O mambo”, realizado por Nuno Barreto, ficou com o troféu de melhor curta-metragem no voto popular.

O filme, de acção, comédia, conta uma insana história de voltas e contravoltas, perseguições e revelações andando atrás de uma mala, única, especial e mágica cujo conteúdo desperta a cobiça, avidez e inveja de quem a detém e de quem a persegue. O Mambo representa tudo aquilo que desperta em cada um de nós a curiosidade de algo e a vontade desmesurada de ter.

Na ocasião, o realizador dedicou o prémio aos artistas angolanos, os da Huíla em particular.

“Para mim é algo inesperado, aproveito para dedicar este troféu aos “guerreiros” do teatro na Huíla, que mesmo sem apoio continuam a elevar a arte na província”, frisou.

Por sua vez, o filme “Inicio do Fim”, que retrata a história política de Angola depois das eleições de 1992, com destaque para o papel dos jornalistas, foi agraciado com uma menção honrosa.

Entre curtas e longas-metragens foram exibidos 45 filmes todos em português, com abordagens diferenciadas. O Brasil, que há alguns anos conta com uma produção excepcional em termos de quantidade e qualidade, participou com seis obras, tendo vencido em cinco.

Na mostra competitiva e dentro da vastidão da produção actual, os mais variados formatos estéticos e temáticos surgiram em filmes como “Aos Teus Olhos”, obra de Carolina Jabor escolhida para a abrir o festival e que aborda de forma electrizante um tema crucial: o linchamento público através das suspeitas, de assédio sexual, neste caso, espalhadas através de aplicativos e redes sociais.

Em “Ferrugem” estas surgem utilizadas pelos adolescentes e o drama de Aly Muritiba, que relata uma tragédia causada por esse uso. Dramas mais intimistas surgiram em “Unicórnio”, “Boni Bonita”, “Todas as Canções de Amor” e “O Olho e a Faca”, todas obras marcadas pela maturidade técnica e pelo afastamento dos mecanismos narrativos mais convencionais.

Outros vencedores foram:

O Pequeno escritor (Voto popular/documentário)

Lusófona (Melhor documentário)

Ferrugem (Melhor curta-metragem)

Unicórnio (Melhor longa-metragem)

Daniel Oliveira (Melhor actor)

Tifanny Dopke (Melhor actriz)

Aly Muritiba (Melhor realizador)

Todas as canções de amor (Melhor filme)

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