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Quadro clínico da criança torturada por oficial da Polícia é estável

Imagem ilustrativa (DR)

A equipa multidisciplinar do Hospital Geral de Luanda, constituída para o acompanhamento da criança torturada por uma oficial polícia, considerou, nesta quarta-feira, estável o quadro clínico da paciente, escreve a Angop.

Em declarações à imprensa, o cirurgião geral Mateus Campos esclareceu que a vítima se encontra no banco de urgência de cirurgia onde recebe tratamento nas feridas e hematomas profundos causados pelas agressões a que foi submetida.

Apresenta-se ainda com feridas de cicatrização, principalmente nos membros superiores, e, sobretudo, na planta dos pés, a parte mais intensa em termos de ferimentos.

Os terapeutas têm estado a trabalhar com a paciente, que apresenta uma evolução positiva, estando já fora de perigo, e a depender, apenas, da continuidade da manutenção do apoio psicológico.

O médico explicou que atendendo a condição social da família não será possível, como forma de acautelar qualquer tipo de infecção, dar alta nesta altura.

Já a psicóloga Ana Paula Cassoma, relata nunca ter visto, durante o exercício da sua profissão, um quadro semelhante, considerando que o caso tornou-se desafiante para a equipa.

Para o director do Hospital Geral, Carlos Zeca, que apelou a sociedade a denunciar todo acto criminal contra crianças, sem receio de retaliação, e deu a conhecer que a instituição está preparada, com um piquete policial onde são encaminhados os respectivos casos, ainda que se trate apenas de suspeito.

Insatisfeito com o ocorrido, o director-geral do Instituto Nacional da Criança, Paulo Kalesy, repudiou o comportamento agressivo da agressora, manifestando o desejo de que responda criminalmente.

Garantiu apoio incondicional a vítima e a família durante e pós alta.

A ofensora, segundo o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Comando Provincial da Polícia Nacional de Luanda, Mateus Rodrigues, apesar de continuar no exercício das suas funções, pesa sobre ela uma medida cautelar, na fase de instrução.

Avançou que nada a impede de trabalhar enquanto o processo continua a seguir os seus tramites legais, mas pelo facto de ser efectiva da Polícia Nacional está a responder um processo disciplinar, a par do processo-crime.

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