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Enviado da ONU para a Líbia alerta para “guerra longa e sangrenta”

Ghassan Salamé, enviado da ONU para a Líbia (DR)

“A destruição registada até agora vai levar anos a ser recuperada”.
O enviado da ONU para a Líbia disse esta terça-feira que a batalha de Tripoli “é apenas o início de uma guerra longa e sangrenta” e exigiu uma acção da organização para travar o fluxo de armas destinadas àquele país.

“A Líbia está a caminho de uma guerra civil que poderá conduzir a uma divisão permanente do país”, advertiu o académico libanês Ghassan Salamé durante uma intervenção perante o Conselho de Segurança, citado pela SIC Notícias que a Lusa.

“A destruição registada até agora vai levar anos a ser recuperada, e apenas no caso de a guerra terminar agora”, frisou.

De acordo com a Organização mundial da saúde (OMS), o conflito desencadeado em 04 de Abril pela ofensiva do homem-forte do leste líbio, marechal Khalifa Haftar, para controlar a capital Tripoli já provocou 510 mortos e 2.467 feridos.

Segundo a ONU, mais de 75.000 pessoas foram forçadas a fugir e mais de 100.000 estão encurraladas nos arredores de Tripoli devido aos combates. Na sua intervenção, Ghassan Salame lamentou o envio em grandes quantidades de armamento em direcção à Líbia, apesar do embargo às armas em vigor desde 2011.

“Há países que estão a alimentar este conflito sangrento e as Nações Unidas devem pôr-lhe fim”, solicitou, mas sem especificar. “O embargo às armas na Líbia vai tornar-se numa farsa cínica na ausência de um mecanismo robusto para o aplicar”, acrescentou.

O marechal Haftar é apoiado, entre outros, pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e o Egipto. Pelo contrário, a Turquia e o Qatar estão solidários com as forças leais do Governo de Acordo Nacional (GAN) reconhecido pelas instâncias internacionais e com sede em Tripoli.

O conflito “já é explorado” pelos grupos ‘jihadistas’ Estado Islâmico e Al-Qaida para aumentarem a sua influência no país, sublinhou ainda o emissário da ONU.

Na sua perspectiva, “não existe solução militar na Líbia” e é indispensável “assegurar o fim das hostilidades” e o “regresso a um processo político sob a égide da ONU” para terminar o conflito.

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