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Díaz-Canel considera mensagem de Trump a Cuba ‘ameaçadora’

Presidente cubano Miguel Diaz-Canel Havana, em 1 de Maio de 2019 (AFP / ADALBERTO ROQUE)

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, considerou nesta terça-feira a mensagem de Donald Trump “ameaçadora” e “manipuladora”. O americano tinha feito um post provocador na véspera, data de uma polémica efeméride em Cuba, prometendo apoio para levar “liberdade” à ilha.

“Trump, aferrado à tradição intervencionista dos EUA, emitiu uma mensagem ameaçadora, manipuladora e sem vergonha contra Cuba, ontem, 20 de Maio, data da proclamação da república neocolonial”, afirmou Díaz-Canel na sua conta no Twitter, citado pela AFP.

Na segunda, o presidente americano tinha escrito na mesma plataforma que, no Dia da Independência de Cuba, apoiava o povo cubano “em sua busca pela liberdade, democracia e prosperidade. O regime cubano deve dar fim à repressão de cubanos e venezuelanos”.

“Os Estados Unidos não ficarão de braços cruzados enquanto Cuba continua subvertendo a democracia nas Américas”, acrescentou Trump.

A data de 20 de maio de 1902 marca o fim da ocupação dos EUA na ilha – após a guerra de independência da Espanha -, dando origem à República.

Contudo, esse aniversário não é celebrado em Cuba desde a revolução liderada por Fidel Castro, em 1959, que instaurou um governo socialista e considera que a república data do início do século XX tinha nascido “mediada” por uma emenda constitucional que reservava aos EUA o direito à intervenção

“Não voltaremos a esse passado e defenderemos a independência com firmeza”, garantiu Díaz-Canel.

No entanto, o aniversário é celebrado pelos exilados anti-Castro estabelecidos há seis décadas em Miami, muitas vezes com o apoio explícito da Casa Branca, especialmente durante os governos republicanos.

Os Estados Unidos aplicam desde 1962 um bloqueio económico contra Cuba, a fim de forçar uma mudança de regime, e endureceram as medidas contra a ilha desde a chegada de Trump ao poder, mudando a abordagem adoptada por seu antecessor, Barack Obama.

Washington culpa Cuba pelo apoio militar do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o aliado mais próximo de Havana, que Trump quer tirar do poder.

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