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UNITA acusa MPLA de intolerância política em Benguela

Casas e bandeiras queimadas no Cubal atribuídos ao partido no poder (DR)

VOA | João Marcos

A UNITA diz estar impedida de chegar a uma povoação do município do Cubal, na província angolana de Benguela, após a destruição de casas de militantes, sedes e bandeiras do partido, no recrudescimento de actos de intolerância política que atribui ao MPLA.

Um mês depois dos actos, já denunciados à Procuradoria-geral da República, o partido de Isaías Samakuva alerta para um clima de tensão não apenas no Cubal, quando a Polícia volta a pedir que todas as ocorrências sejam reportadas.

À VOA, o secretário da UNITA no município do Cubal, Paulo Cossengue, adiantou que nem o clima vigente vai inviabilizar a implantação política na povoação do Ngondo, onde os actos de intolerância deixaram um rasto de destruição.

‘’Apesar de se ter dado a conhecer aos órgãos competentes, o MPLA organizou os seus militantes, que queimaram as casas dos nossos membros, num total de seis, a bandeira e os haveres individuais. Tanto a polícia como a PGR tomaram conhecimento, mas até agora … nada. Não vamos recuar, embora a intolerância continue, principalmente na Yambala e na Capupa’’, revela o secretário.

Foi na comuna da Capupa, aliás, onde ocorreu, há três anos, o ataque à caravana de deputados da UNITA, que provocou várias dezenas de deslocados, ainda hoje na sede municipal, a 150 quilómetros da cidade de Benguela.

Um dos deputados que seguiam na caravana, Adalberto Costa Júnior, chefe da bancada parlamentar, alertou o Governo de Benguela para o regresso da instabilidade.

‘’Na transição para a nova governação, em 2017, tivemos uma melhoria naquilo que é a convivência nas comunidades. Mas nos últimos tempos temos tido problemas, sempre com as mesmas áreas. Temos de fazer um esforço redobrado porque ninguém ganha com este clima’’, argumenta Costa Júnior

A VOA procurou obter a versão da administradora municipal e primeira secretária do MPLA no Cubal, Adelda Matias, mas sem sucesso.

Já o porta-voz do Comando Provincial da Polícia, superintendente-chefe Francisco Tchango, explicou, sem gravar entrevista, que o caso foi resolvido no local e sugeriu que todas as ocorrências sejam denunciadas à corporação.

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