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Moçambique pede ajuda para reconstrução e resiliência

O Governo moçambicano precisa de 2,8 mil milhões de euros para reconstruir zonas afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth. Conferência de doadores arranca a 31 maio na Beira. Segundo a DW África, o sector social e infra-estruturas são prioridades.

2,8 mil milhões de euros para reconstruir o país
Para reconstruir as áreas afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth, o Governo moçambicano precisa de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros). É esse montante que o Executivo vai pedir aos doadores internacionais, na conferência que terá lugar entre 31 de maio e 1 de Junho, na cidade da Beira, a mais atingida pelo Idai.

Infraestruturas e sector social são prioridades
Segundo o Executivo, o dinheiro angariado servirá para responder às necessidades dos sectores social, produtivo e infraestruturas. A maioria fatia será canalizada para a reconstrução no centro de Moçambique, devastada em Março pelo ciclone Idai. A verba restante será usada para colmatar os prejuízos causados pelo ciclone Kenneth, em Abril, na região norte.

Conferência de doadores na Beira
É esperada a presença de mais de 700 participantes no encontro da Beira. A autarquia vai apresentar aos doadores um orçamento de 890 milhões de dólares (795 milhões de euros) para financiar o Plano de Reconstrução e Resiliência. Quando apresentou o plano, o edil Daviz Simango alertou para a necessidade de melhorar as redes de comunicação, energia e estradas, severamente afectados durante o ciclone.

Plano de Reconstrução e Resiliência
“O município, por si só, não tem capacidade para custear a reconstrução” da Beira, disse o autarca Daviz Simango durante a apresentação do Plano de Reconstrução e Resiliência. A maior fatia das verbas será destinada à habitação (246 milhões de euros), seguindo-se o sector económico e negócios (181 milhões de euros) e drenagem (173,6 milhões de euros).

Protecção costeira também é prioridade
Para a reconstrução de infraestruturas de protecção costeira, o município da Beira vai precisar de 81 milhões de euros. Os planos passam pela construção de esporões e de um muro de mais de 10 quilómetros. Para o saneamento estão previstos 43,8 milhões de euros, para as infraestruturas rodoviárias outros 33 milhões de euros e para os edifícios públicos 10,7 milhões de euros.

“Infraestruturas resilientes” para evitar inundações
Para Daviz Simango, o grande desafio na cidade da Beira é criar “infraestruturas resilientes” que estejam preparadas para ventos fortes ou inundações. “Temos de nos adaptar às várias mudanças climáticas”, diz o edil. O banco alemão para o desenvolvimento KfW financia, desde 2016, um projecto para evitar inundações durante o período de chuvas fortes e marés altas.

Ajuda para 1,85 milhões de pessoas
Segundo os números mais recentes da ONU, ainda há 1,85 milhões de pessoas a precisar de ajuda em Moçambique. Até 30 de Abril, ainda só tinham sido angariados 22% dos 3,1 milhões de dólares que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) necessita para financiar a sua operação em Moçambique. Faltam recursos para assegurar apoio básico e instalações para os deslocados internos.

Preocupações e riscos
O ACNUR está preocupado com a segurança física dos deslocados instalados em centros de acolhimento temporários. Além de problemas de sobrelotação, a agência da ONU para os Refugiados também tem alertado para problemas na organização e distribuição de ajuda humanitária, que representam “riscos de discriminação e abusos”, sobretudo em casos de crianças, mulheres, idosos e pessoas com deficiência.

Ciclones Idai e Kenneth em números
O ciclone Idai que atingiu o centro de Moçambique em Março provocou 603 mortos e afectou cerca de 1,5 milhões de pessoas, além de 146 mil deslocados internos. O ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em Abril, matou 45 pessoas e afectou 250.000 pessoas.

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