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Malanjinos querem falar com João Lourenço

Dezenas de jovens angolanos já chegaram a manifestar-se em Malanje, exigindo a saída de Norberto dos Santos "Kwata Kanawa" do cargo do governador daquela província (DR)

VOA | Isaías Soares

Os cidadãos da cidade de Malanje, na província de mesmo nome, querem que o Presidente João Lourenço aproveite a sua deslocação à região para estabelecer um contacto directo com os cidadãos.

Isso, dizem, é essencial para Lourenço se aperceber da real situação da capital da província e das condições de vida dos cidadãos.

Na verdade, Malanje será esta terça-feira, 21, a capital política de Angola, com a reunião do Conselho de Governação Local, o órgão auxiliar e colegial do Presidente da República para a formulação e acompanhamento da execução das políticas de governação e administração do Estado a nível local.

A Administração Municipal está a vestir a cidade às pressas para receber o Presidente, com reforço da iluminação, encobertar o lixo e outras medidas.

A agenda oficial do Presidente ainda não é conhecida, mas os munícipes sugerem um encontro directo com João Lourenço.

“Esperamos que o camarada Presidente não reúna só com os executivos das provinciais, mas também com o povo da província de Malanje porque somos nós que estamos a sofrer e somos nós que precisamos falar algo”, disse Cláudio Roberto.

“Eu sugiro que ele reunisse também como o povo para poder ouvir algumas inquietações do povo, também os lideres de outros partidos e os membros de certas igrejas para poderem chegar a uma conclusão e verem o que é que Malanje nesse momento precisa”, justificou.

Eduardo Hilário Francisco, por seu lado, disse que o sofrimento do povo aumentou com “os preços dos produtos que compõem a cesta básica a dispararam, a população vive a cada dia mais dificuldades e o Presidente precisa ouvir todas as forças vivas da província”.

A cidadã Ilda António apontou o desemprego como um grande mal que enferma a sociedade local.

“Queremos empregos, nossos filhos não trabalham, nós não temos marido, não temos mãe e não temos pai. Pelo menos nossos filhos têm que ter emprego para vivermos normalmente nesta província”, pediu aquela mãe.

Além de dirigir a reunião do Conselho de Governação Local, João Lourenço vai visitar obras em curso durante os dois dias de permanência em Malanje.

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