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UNITA denuncia mau funcionamento do sector da educação no Moxico

O Secretário Provincial da UNITA no Moxico, João Muzaza Caweza, afirmou, hoje, sexta-feira, no Luena, haver uma má gestão de alguns sectores públicos, por parte das direcções daquelas instituições do estado.

Falando numa conferência de imprensa, refere Angop, o dirigente do maior partido da oposição denunciou o mau funcionamento do sector da Educação, por existir centenas de crianças na província, fora do sistema de ensino e distorção no processo do cadastramento dos professores.

Acusou também, o sector da educação de continuar enfermo, como disse, por permanecer uma direcção provincial polémica, em vez de dinâmica e actuante no que toca ao trabalho dos seus profissionais e dos educandos.

Neste sector educativo insistiu, existem problemas como dados distorcidos dos professores cadastrados, sem observar alguns requisitos como o tempo de trabalho dos docentes.

João Muzaza Caweza apontou, por outro lado, as vias de comunicação de não estarem em condições para circulação com comodidade de pessoas e bens.

Quanto aos bancos comercias, sobretudo, o de Poupança e Crédito (BPC) disse estarem a dificultar os pensionistas afectos ao Gabinete dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, a levantar os seus subsídios de três meses.

O igualmente deputado da Assembleia Nacional (AN), reprovou o facto da administração do município sede (Moxico), estar a direccionar apenas as verbas recebidas na reparação de jardins.

“Não se deve confundir crescimento com desenvolvimento e saibam que os jardins não determinam o desenvolvimento já falhado do Moxico”, mais sim, de obras de interesse e benefício da população, desabafou o secretário da UNITA.

Sugeriu que a administração local deve priorizar a construção de estação de tratamento de água, barragens, centrais térmicas, escolas, unidades sanitárias, entre outros empreendimentos socioeconómicos.

Em resposta, o director do Gabinete Provincial da Educação no Moxico, Raimundo Ricardo, caracterizou as acusações como sendo emotivas, pois que, não existem nesta província, crianças fora do sistema de ensino e aprendizagem.

O responsável explicou que neste momento existem, em algumas localidades, escolas com vagas para novos alunos, e as que se encontram superlotadas, vão ganhar novas salas de aulas ainda neste ano lectivo, sobretudo as dos arredores da cidade do Luena.

Considerou o concurso público de 2018, como o mais transparente que houve no país, justificando que o Moxico é a única província que cobriu o número de vagas que foram disponíveis.

Quanto a questão do aumento de salários dos professores, o director provincial da educação disse o sector ter cumprido com as normas estabelecidas pela Lei.

Enquanto isso, o pensionista Francisco Tchema, confirmou as dificuldades enfrentadas para o levantamento de seu ordenado nas instituições bancárias locais, por alegada falta de cédulas na província.

Uma fonte segura do BPC, contactada pela Angop, argumentou que a falta de dinheiro que se faz sentir na região deve – se a “viciada” cultura de alguns clientes, que movimentam valores do banco, sem fazer o retorno.

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