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Portugal: Relação professor e aluno debatida em livro

Alunos em sala de aula (arquivo) (DR)

O professor Edy Lobo apresentou quinta-feira, em Lisboa, a sua primeira obra literária intitulada “O diário de um professor (a) normal”, onde aponta “caminhos” para a melhoria do ensino, com destaque para humanização da relação professor e aluno.

De acordo com o autor, escreve o enviado d’Angop em terras lusas, a melhoria passa pelo comprometimento de todos os intervenientes e humanização da relação professor e aluno, ou seja o educador não se cinge apenas na transmissão de conhecimento e avaliar com base na recepção do mesmo, mas sim procura entender o aluno fora do campo académico.

“Não podemos simplesmente expulsar o aluno porque adormeceu na sala de aulas, sem antes saber o que se passa com ele, dar uma nota negativa quando sabemos que tem potencial para fazer melhor, não podemos ter orgulho de reprovar muitos alunos, quando assim acontece é porque alguma coisa não está bem na nossa relação. É importante conhecer o outro lado do mesmo”, frisou, lendo um capítulo do livro, com o título “Alunos não são números”.

Por sua vez, o jornalista Victor Hugo Mendes reiterou a falta de comprometimento com a educação por parte das várias figuras e apelou aos órgãos de comunicação social a envolverem-se mais no processo de ensino, sugerindo a implementação, nas suas grelhas, de programas sobre educação, cobertura de lançamentos de livros e outros de incentivo a leitura.

Da mesma opinião é Armindo Laureano, também jornalista, que realça a necessidade de uma análise profunda envolvendo todos os sectores da sociedade, através de debates e não só, identificando problemas, causas e encontrar soluções.

Composto por 20 textos, entre artigos de opinião, estórias e crónicas, o “Diário de um professor (a) normal” é uma obra com vários tipos de textos, com maior incidência nas experiências do autor, tanto como aluno e agora como professor.

Que avaliações fazem os professores, alunos e pais do estado actual da educação comparativamente ao passado, como está o ensino em Angola, bom, mau, medíocre? É uma pergunta que passa por quase todos os textos do livro, obrigando o leitor a fazer uma avaliação, identificando os problemas e encontrar soluções.

Edy Lobo, no livro, “conversa” com o leitor, quer seja aluno, professor ou apenas encarregado de educação mostrando várias situações no qual muitos de nós enquanto alunos já vivemos e hoje como pais ainda vivemos.

O Diário de um Professor (a) normal surge para descontextualizar alguns preconceitos educacionais e tornar mais humano os agentes ligados directa ou indirectamente ao sistema de ensino do país, fazendo com que cada um cumpra com as suas obrigações almejando assim o bem comum: Educação.

A apresentação do livro fez parte das festividades do Dia de África, organizada pela embaixada angolana em Portugal, que abriu com a inauguração da exposição sobre sítios e monumentos de Angola.

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