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Ministro brasileiro da Educação reúne-se com reitores de universidades públicas

O presidente Jair Bolsonaro abraça o ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante a cerimônia de posse em 9 de Abril de 2019 (AFP/Arquivos / EVARISTO SA)

VOA

Um dia depois de protestos em 200 cidades no Brasil contra o bloqueio de verbas nas universidades brasileiras, o ministro da Educação reúne-se nesta quinta-feira, 16, com reitores da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior.

Ontem, enquanto milhares enchiam as ruas no primeiro grande protesto contra o Governo, Abraham Weintraub foi ouvido na comissão geral na Câmara Federal sobre os chamados “contingenciamentos” de 25 por cento anunciados na área.

“Não estou querendo diminuir o ensino superior. Ao que a gente se propõe? Cumprir o plano de Governo que foi apresentado. Prioridade é ensino básico, fundamental, técnico. Não somos responsáveis pelo contingenciamento actual”, afirma, atribuindo a culpa ao executivo da petista Dilma Rousseff, que tinha Michel Temer como vice-presidente

“Este governo, que tem quatro meses, não é responsável pela situação”, disse o ministro.

Em Dallas, nos Estados Unidos, o Presidente Jair Bolsonaro afirmou que não gostaria de contingenciar verbas da educação, mas que o bloqueio é necessário.

“Não existem cortes. Nós temos um problema que… Eu peguei um Brasil destruído economicamente também. Então as arrecadações não eram aquelas previstas de quem fez o orçamento no corrente ano e se não houver contingenciamento, eu simplesmente entro de encontro, né, à lei de responsabilidade fiscal? Então, este mês não tem dinheiro. É o que qualquer um faz. Não tem, tem que contingenciar. Agora gostaria que nada fosse contingenciado. Gostaria, em especial, educação”, afirmou.

Em seguida, Bolsonaro classificou os manifestantes como “idiotas” e “massa de manobra”.

“É natural, é natural. Agora… a maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe.

Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil. Agora educação também está deixando muito a desejar no Brasil. Você pega as provas do Pisa, que eu peguei agora, de três em três anos, de 2000 pra cá, cada vez mais ladeira abaixo”, ressaltou.

Em entrevista à Globonews, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, justificou o discurso de Bolsonaro.

“O que o Presidente Jair Bolsonaro quis dizer é que em algumas circunstâncias houve manipulação político-partidária dessa movimentação. É um movimento natural essas manifestações contra o contingenciamento na educação, mas em alguns momentos houve sim manipulações político-partidárias com bandeiras de partidos da oposição”, afirmou.

Observadores e a imprensa questionam agora é se esses protestos poderão continuar e como o Executivo irá enfrentar um sector que, tradicionalmente, é fértil em manifestações e movimentos de rua.

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