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Ministra da Saúde de Moçambique nega rotura de medicamentos essenciais

Nazira Abdula (DR)

Folha de Maputo

A Ministra da Saúde, Nazira Abdula, nega a existência de rotura de medicamentos essências em alguns distritos da província de Nampula, norte de Moçambique.

Trata-se dos distritos de Rapale, Mogincual, Nacarôa e Monapo, que, segundo a bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), na oposição, os respectivos centros de saúde ‘até se ressentem da falta de paracetamol’.

Falando ontem na Assembleia da República, o parlamento, na sessão de perguntas ao governo, Nazira Abdula disse que “uma das questões indispensáveis para uma boa provisão dos serviços da saúde é a disponibilização de medicamentos para os serviços de saúde primários que cobrem 80 por cento das patologias existentes a nível do país”.

Segundo a ministra, são medicamentos que têm sido garantidos de forma constante, nos últimos anos. “Podemos afirmar aqui que estes medicamentos essenciais existem”.

“Um kit de unidade sanitária está programado para mil consultas. E para o caso de paracetamol referenciado como rotura nos distritos de Rapale, Mogincual, Nacarôa e Monapo, cada kit de unidade sanitária contêm cinco mil comprimidos de paracetamol”, explicou.

A governante realçou que todos estes distritos e suas respectivas unidades sanitárias têm medicamentos disponíveis, indicando que, graças ao sistema de requisição de medicamentos, através das consultas efectuadas e da verificação das fichas de ‘stock’ electrónico nos depósitos distritais de medicamentos, “podemos comprovar a existência de medicamentos nos locais referidos”.

Sobre anti-maláricos, Nazira Abdula disse que neste momento, a nível dos armazéns centrais, existe um ‘stock’ de 6,5 milhões de tratamentos.

Afirmou que no depósito provincial de Nampula existem 307.705 tratamentos, e nos distritos de Rapale (7.890); Mojincual (8.910); Nacaroa (8.070); e Monapo (15 mil tratamentos para malária).

“Queríamos assegurar que, embora os casos de malária tenham aumentado por causa dos ciclones Idai e Kenneth, existem stocks suficientes para tratamento desta doença e outras comuns, em todo o país”, garantiu.

Salientou, porém, que o combate eficaz de algumas doenças só será possível observando-se medidas preventivas como saneamento do meio.

Sobre a avaria do aparelho de Raio X no hospital de Monapo, a ministra reconheceu a ocorrência mas assegurou que o problema já foi ultrapassado depois da reparação da máquina.

Quanto a morgue do mesmo hospital (Monapo), a ministra disse que das seis camaras frigoríficas existentes três sempre estiveram em pleno funcionamento com a excepção de outras três que estavam avariadas mas que “já foram reparadas”.

Nazira Abdula falou igualmente da situação nas zonas assoladas pelos ciclones Idai e Kenneth, assegurando que graças a prontidão do sector evitou-se o pior.

Além da vacinação contra a cólera, abrangendo cerca de 850 mil pessoas nos distritos afectados pelo Idai e outros locais identificados como sendo de alto risco, foram implementadas outras medidas de higiene individual e colectiva.

Sobre a disponibilidade de pessoal médico no Hospital Central da Beira, na província de Sofala, Nazira Abdula disse que a unidade funciona com 198 médicos, dos quais 55 são especialistas e 143 médicos de clínica geral.

Quanto a província de Cabo Delgado, extremo norte, assolada pelo ciclone Kenneth e uma epidemia de cólera de menor magnitude, com registo de um total cumulativo de 137 casos nos distritos de Metuje, Mecufi e cidade de Pemba, vai, segundo a ministra, ser palco, a partir de quinta-feira, de uma campanha de vacinação contra a doença

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