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JEFRAN aponta a crise financeira como causadora do impasse na entrega de residências

Imagem de arquivo (DR)

A direcção da imobiliária que enfrenta uma multa e um processo de suspensão de toda a actividade económica por incumprimento contratual na entrega de residências, assegura a resolução do diferendo com os lesados de forma paulatina, informa OPAÍS.

O director da imobiliária Jefran, João Silva, apontou a situação económica que o país enfrenta como estando na base da não entrega, até ao momento, das residências aos mais de dois mil cidadãos que acusam a referida empresa de os ter defraudado no sonho da casa própria.

Segundo o responsável, a sua instituição está a fazer tudo para honrar o compromisso que tem com os seus clientes, quer os que já efectuaram o pagamento na totalidade, bem como aqueles que assinaram contratos em situação de renda resolúvel, tendo pagado o valor inicial, avaliado em cerca de cinco milhões de Kwanzas.

Neste momento, explicou, a empresa está a renegociar com os clientes, oferecendo novas opções de resolução deste conflito habitacional de modo a que o caso tenha um desfecho que venha a beneficiar as partes envolvidas.

“Pedimos calma a todos. Vamos resolver o problema. Por enquanto estamos focados naquilo que são os prontos pagamentos. Estamos a fazer já as entregas de algumas residências a pessoas que já pagaram na totalidade. Depois vamos trabalhar nos casos de renda resolúvel”, assegurou.

De acordo com João Silva, a sua empresa está a entregar algumas residências aos lesados à medida que as vai construindo e acabando. Porém, frisou, todo este processo vai levar algum tempo para ser concluído, por estar a depender do “restabelecimento financeiro” que o país está a viver.

Adiantou ainda que, neste momento, a empresa já construiu 26 vilas e a maior parte delas encontra-se já habitada. “Tivemos algumas situações que têm a ver com o processo económico que o país está a passar e tivemos de fazer algum reajuste naquilo que são as modalidades de pagamentos. Por força da situação, tivemos de suspender a renda resolúvel.

O nosso posicionamento é continuar a dialogar com os clientes. O valor da compra baixou, e nós também ficamos apertados a nível daquilo que é a execução das obras”, explicou. Recentemente, o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) apelou aos cidadãos para não aderirem aos projectos imobiliários da Jefran por esta estar a enfrentar um processo devido a incumprimentos contratuais.

Um grupo de pessoas terá adquirido, em 2012, residências àquela empresa e até ao momento ainda não viram os seus imóveis, segundo o INADEC. Por causa dessa atitude, o INADEC, em nota de imprensa, deu a conhecer a aplicação de uma multa e a suspensão de toda a actividade económica da referida empresa até um período de 12 meses.

Porém, apesar desta medida, o INADEC diz ter tomado conhecimento, com preocupação, por via dos órgãos de comunicação social, da divulgação de um spot publicitário da referida empresa sobre produtos e serviços imobiliários supostamente pertencentes ao objecto do seu negócio, inclusive com exibição de um número de telefone para eventuais contactos, para o caso de os consumidores manifestarem o seu interesse em aderir aos projectos.

Em reacção, João Silva assegurou que o processo de renegociação com os clientes está a obedecer as normas e as pessoas são livres de aceitarem ou não os moldes dos acertos. “Cada cliente tem o seu contrato e cada contrato tem a sua especificidade. Nós vamos continuar a trabalhar para dar solução a todos os casos”. finalizou.

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