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Europa aos olhos de quatro fotógrafos moçambicanos

Em "Cargas da Vida", o retrato do contraste entre duas mulheres, pela diferença da carga levada por uma delas e o seu companheiro. (DR)

DW África

“Europa em Perspectiva” é o tema de uma exposição colectiva em Maputo no âmbito da Semana da Europa. A exposição que vai até o fim de Maio mostra imagens captadas por moçambicanos no velho continente.

Lisboa, Portugal
Em “Cargas da Vida”, a fotógrafa Yassmin Forte, de Quelimane, retrata o dia a dia de uma estação de metro por onde passam diariamente milhares de passageiros. “Eu quis transmitir minha visão sobre o mundo subterrâneo em Lisboa. Eu fiquei chocada quando presenciei o contraste entre aquelas duas mulheres, sobretudo pela diferença da carga levada pela mulher toda coberta e o seu companheiro”, conta.

Mauro Pinto vive e trabalha em Moçambique. Nesta exposição, partilha com os visitantes o seu olhar sobre Lisboa. Mauro Pinto estudou fotografia, tendo participado, posteriormente, em vários workshops, onde trocou experiências com fotógrafos como Trygve Bolstad, Ricardo Rangel, Karl Kugel, entre outros. Chamou-lhe a atenção esta cena quotidiana da capital portuguesa.

Mauro Pinto procura enfatizar a beleza arquitectónica, a matemática e geometria como técnicas de expressão artística urbana, que caracterizam as grandes cidades portuguesas. Por outro lado, o fotógrafo procura transmitir ao público a questão do civismo e da limpeza permanente dos grandes centros urbanos.

Beja, Portugal
Filipe Branquinho, de Maputo, é um artista com talento para várias áreas, desde a fotografia e a pintura ao desenho. Durante a Guerra Civil em Moçambique, cresceu num ambiente ligado ao jornalismo e às artes. O fotógrafo trouxe a situação do Parque Aquático de Beja, que até os anos 1990 foi uma grande referência de entretenimento e lazer, mas encontra-se abandonado há mais de 25 anos.

O estilo de Filipe Branquinho combina com a sua filiação arquitectónica e a sua familiaridade com a escola da fotografia moçambicana, fundindo géneros como o retrato e a paisagem. Esta fotografia foi tirada na sua passagem pela cidade de Beja, na região do Alentejo, em Portugal.

Karlstad, Suécia
Sérgio Santimano vive na Suécia desde 1988. Para a exposição da Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, o fotógrafo mostra que no país europeu também há dias de intenso calor, como em Moçambique. “Naquele dia, a Suécia acordou debaixo de um calor que me fez lembrar da minha terra. Saí de casa sem camisa, deparei-me com um espelho no meio da rua, achei interessante e me fotografei”, diz.

Uppsala, Suécia
Esta fotografia de Sérgio Santimano ilustra o inverno longo e rigoroso da Suécia. Apesar de morar no país há mais de 30 anos, Santimano diz que o inverno e a neve representam algo mágico e inédito, muito diferente da realidade de Moçambique. “As minhas fotografias representam momentos e locais intimamente ligados a mim e ao meu dia a dia”, conta.

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