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Representante de Guaidó nos EUA solicita reunião com Comando Sul

O representante em Washington do opositor venezuelano Juan Guaidó solicitou uma reunião com o Comando Sul dos Estados Unidos para discutir temas de cooperação e planeamento, “a fim de aliviar o sofrimento do povo venezuelano e restabelecer a democracia”, uma medida classificada como uma “aberração” pelo governo de Nicolás Maduro.

Segundo a France Prense, em carta dirigida ao chefe do Comando Sul, o almirante Craig Faller, Carlos Vecchio diz que “as condições na Venezuela pioraram, como consequência do regime corrupto, incompetente e ilegítimo do usurpador Nicolás Maduro”.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que “lemos, rejeitamos uma aberração, uma carta, que um dos golpistas que hoje se esconde em Washington pede a intervenção militar na Venezuela”, numa transmissão na TV.

Faller alertou na semana passada o Exército venezuelano de que deve decidir se apoia o povo ou “um tirano”, em referência ao presidente Nicolás Maduro.

Desde janeiro, Maduro, que conta com o apoio de Cuba, Rússia e China, é desafiado por Guaidó, chefe do Parlamento eleito em 2015 e reconhecido como presidente interino por mais de 50 países.

Vecchio afirmou que é preocupante “o impacto da presença de forças estrangeiras não convidadas” que colocam em risco o seu país.

A delegação de Guaidó nos Estados Unidos afirmou que espera que a reunião aconteça nos próximos dias.

A vice-presidente condenou a aproximação de Guaidó e seus aliados do governo de Donald Trump.

“Rejeitamos, condenamos, este tipo de posições são submissas, lacaias, intriguistas (…) Não apenas as condenamos, mas sabemos que estão condenadas ao fracasso”, declarou Rodríguez acompanhada de Vladimir Padrino, ministro da Defesa.

– Manifestações de rua enfraquecidas –

Desde que se autoproclamou presidente interino, no dia 23 de janeiro, após o Parlamento declarar ilegítima a reeleição de Maduro, Guaidó tem liderado manifestações nas quais afirma que os militares são a base de apoio ao governante chavista.

Mas as convocações para novos protestos tem recebido pouco apoio desde que liderou a fracassada tentativa de rebelião ao lado de um pequeno grupo de militares no dia 30 de abril, que provocou a prisão de Edgar Zambrano, vice-presidente do Parlamento opositor, e a abertura de processo contra outros nove deputados.

Três deles refugiaram-se em sedes diplomáticas e outro fugiu para a Colômbia. A Organização de Estados Americanos (OEA) condenou nesta terça-feira a prisão de Zambrano e exigiu sua libertação.

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