Portal de Angola
Informação ao minuto

Mais de 90% dos funcionários públicos guineenses aderiram à greve – centrais sindicais

Greve geral, em 2013, bloqueou principal artéria de Bissau (DR)

DN|Lusa

Mais de 90% dos funcionários públicos da Guiné-Bissau aderiram à greve, que começou hoje e vai decorrer até quinta-feira, convocada pelas duas centrais sindicais do país para reivindicar a melhoria das condições de vida dos trabalhadores.

“O balanço é positivo e superior às expetativas. Estamos acima dos 90% de adesão. Os serviços mínimos estão a ser cumpridos no Hospital Nacional Simão Mendes e na Câmara Municipal de Bissau”, disse, aos jornalistas, David Mingo, presidente da comissão de greve da Confederação dos Trabalhadores dos Sindicatos Independentes.

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes, duas centrais sindicais guineenses, anunciaram a 01 de maio a realização de greves semanais, entre terça-feira e quinta-feira, até o Governo cumprir com um caderno reivindicativo de 37 pontos entre no início de janeiro.

Na semana passada, a função pública guineense também esteve parada entre terça-feira e quinta-feira.

No caderno reivindicativo entregue ao Governo constam dois pontos que são inegociáveis, nomeadamente o aumento do salário mínimo nacional e a subida da pensão de sobrevivência dos funcionários reformados da Função Pública.

As centrais sindicais reivindicam o aumento do salário mínimo para 150 euros.

Em agosto, o Governo aumentou o salário mínimo de 46 para 75 euros mensais, mas as centrais sindicais reivindicam um novo aumento, tendo em conta o aumento dos impostos e do custo de vida.

Questionado pelos jornalistas se as centrais sindicais já foram chamadas pelo Governo para negociações, David Mingo esclareceu que ainda não foram contactadas.

Também pode gostar

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »