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ONG Sole pondera paralisar actividades por falta de financiamentos

Angop

A organização não governamental Solidariedade Evangélica (Sole), que em 2018 assistiu 1.297 pacientes com lepra em Angola, pondera encerrar os seus serviços, brevemente, devido ao fim dos financiamentos externos que suportavam os seus projectos no país.

Essa informação foi avançada neste fim-de-semana, na cidade de Benguela, durante a 6ª assembleia-geral da instituição, destinada, entre outros assuntos, a avaliar a eventualidade de encerrar ou manter os seus serviços (presta igualmente assistência oftalmológica), ante o fim dos referidos financiamentos.

Tendo em conta as dificuldades financeiras, as acções da Sole nas províncias de Benguela, Luanda, Huíla e Huambo, onde opera, vão se restringindo na supervisão. Entre os doadores internacionais que deixaram de apoiar a ONG estão a SAM (Association Aliance Mission) e a sul africana CBM.

Relativamente a lepra, onde, dos 1.297 doentes assistidos no ano transacto, 857 ainda se encontram em tratamento, o médico voluntário da Sole Angola, Jean-Pierre Bréchet, manifestou-se preocupado, apontando que desde 2016 observa-se o encerramento de unidades de tratamento da doença.

Assim, das 121 unidades de tratamento existentes em 2016, restavam 91 em 2018, o que demonstra uma acentuada negligência à enfermidade e falta de conhecimento ou investigação sobre a mesma, considera o médico.

A respeito, disse que o número de pessoas que chegam aos centros de tratamento já com deformidades subiu de 11 para 17 por cento, porque a maioria é descoberta já na fase adiantada da doença.

Mesmo assim, avançou, disse acreditar que dos 847 doentes em tratamento, muitos podem não terminá-lo, em parte, por ser longo, e também por ausência de conhecimento sobre os seus verdadeiros benefícios.

Lamentou que o país tenha apenas 91 centros de atendimento à doença, contra 2.356 unidades de tratamento em saúde pública espalhados pelo país, pelo que apela a uma tomada de consciência das autoridades para a inversão do quadro.

Num outro projecto, oftálmico, o relatório em debate aponta a realização de 29 mil e 492 consultas em 2018, contra 27 mil e 242 em 2017, que resultaram em 2.845 cirurgias em 2018 e 2.746 em 2017.

Para estes números, a Casa Boa Vista, situada em Benguela, contribuiu com 1.728 cirurgias, sendo 1.117 efectuadas em outros locais atendidos pela Sole Angola.

Já o médico oftalmologista que interveio na apresentação da mesa redonda sobre “As doenças do olho”, Stephen James Fraser Collins, informou que Angola faz parte do programa “Visão 2020”, da OMS, que prevê uma redução substancial das doenças oftálmicas, mas o país continua a enfrentar sérias dificuldades para fazer face as necessidades da população nesse sentido.

Para ilustrar, frisou que no mundo um porcento da população é cega, mas África conta com cerca de sete por cento da sua população idosa cega e, em Angola, as estatísticas indicam 100 mil doentes por cada médico oftalmologista.

“Se o país apostar na especialização de quadros localmente, um modesto hospital de sete camas, com um único médico bem treinado e pessoal de apoio, pode operar até 1.300 pacientes/ano, podendo oferecer serviços de qualidade que em média custam USD 150, se efectuados em outros centros sem apoio do Estado ou de parceiros”, disse.

Com a presença de 19 dos 36 membros do conselho directivo, além da discussão do relatório anual, a 6ª assembleia-geral vai ainda preencher a lacuna do cargo de secretário-geral, aberta em Fevereiro passado, devido ao falecimento do anterior secretário executivo.

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