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Colocado em liberdade activista angolano do “grupo dos 17” acusado de ultraje ao Presidente

O activista Hitler Samussuku foi posto em liberdade nesta segunda-feira, 13, ao fim de quatro horas de interrogatórios no Serviço de Investigação Criminal (SIC), num processo, ainda em fase de investigação, no qual é acusado de ultraje ao Presidente da República.

Hitler, como é conhecido, foi detido na sexta-feira, 10, por elementos à paisana do SIC, juntamente com a mãe quando se dirigia a uma clínica.

A mãe foi libertada no final do dia, mas o activista continuou preso, tendo sido encaminhado para o Hospital-Prisão de Luanda.

A libertação de Hitler Samussuku foi confirmada à VOA pelo seu advogado de defesa, Zola Ferreira Bambi, adiantando que não lhe foram colocadas quaisquer restrições.

“Ele tem de apenas estar disponível para falar com os investigadores, sempre que necessário”, concluiu.

A detenção do activista, que integra o grupo dos 17, presos em 2015 e acusados de atentarem contra o Presidente da República, aconteceu depois da publicação de um vídeo nas redes sociais, no qual ele adverte João Lourenço para as prisões de activistas, “as nossas tropas”, lembrando que eles enfrentaram José Eduardo dos Santos, enquanto Lourenço, segundo as suas palavras, “não é nada”.

Hitler referia-se à prisão, nas duas últimas semanas, de outros dois membros do grupo dos 17, Arante Kivuvu e Benedito Jeremias, conhecido por “Dito Dali”.

Kivuvu foi preso por participar numa manifestação no Talatona contra a ocupação ilegal de terrenos de uma família do Kwanza-Sul, enquanto “Dito Dali” foi detido por ter acusado um comandante da polícia de ter detido o colega Kivuvu, para subir de patente.

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