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Informação usada na investigação oficial do MH370 estava incorrecta

(Reuters)

Informações incorrectas do radar foram usadas na investigação oficial do voo desaparecido da Malaysia Airlines, de acordo com um especialista em segurança independente, de Bruxelas, que alega que as informações eram incompatíveis com os dados do satélite.

De acordo com a Sputnik, o especialista considerou este aspecto dos cálculos uma evidência incontestável e alegou que a Agência Australiana para Segurança do Transporte (ATSB) tinha mesmo admitido que as provas do radar e do satélite não podiam ser usadas conjuntamente.

Numa tentativa para localizar o avião, os investigadores utilizaram ligações de comunicação com o satélite 3F1, que pertence à empresa de telecomunicações por satélite britânica Inmarsat, informa jornal Daily Express.

Cada comunicação entre o satélite e o avião era chamado de “handshake”, ou “aperto de mão”, e é o processo pelo qual duas máquinas afirmam que reconhecem uma à outra e que estão prontas para iniciar comunicação, e um arco de sete destas comunicações foi usado para traçar a possível trajetória do voo.
Entretanto os investigadores usaram esta informação com os dados de radar que alegadamente contradiz com a teoria do arco.

A primeira comunicação por satélite do tipo “aperto de mão” registada às 18h26 e o último local marcado pelo radar às 18h22 são incompatíveis.

“Isso só pode acontecer se teoria do arco estiver errada, ou então o último local do radar estiver errado”, disse o especialista, adicionando que “todo o processo de busca foi baseado no uso do satélite e é inconcebível que a teoria do arco possa estar errada”.

O vooc desapareceu no dia 8 de Março de 2014 quando fazia a trajectória de Kuala Lumpur para Pequim com 239 passageiros a bordo.

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