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Forças de segurança guineenses retiram à PJ arroz apreendido em operação

(DR)

Observador|Lusa

As forças de segurança da Guiné-Bissau retiraram ontem de um armazém em Bissau o arroz apreendido pela Polícia Judiciária no âmbito da operação “Arroz do Povo”, na sequência de um pedido do magistrado do Ministério Pública responsável pelo processo.

“As forças de segurança estão a retirar do armazém o arroz apreendido”, confirmou à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

Fonte da Procuradoria-Geral da República disse também à Lusa que as forças de segurança estão a cumprir um ofício do magistrado do Ministério Público enviado ao Ministério do Interior.

No final de abril, o Ministério Público guineense ordenou à PJ a devolução dos sacos de arroz, doados pela China, apreendidos na quinta do ministro da Agricultura por aquela força de investigação criminal.

No mesmo despacho, datado de 24 de abril, o Ministério Público ordenou também a abertura de um processo-crime contra cinco agentes da PJ.

Segundo o Ministério Público, a Polícia Judiciária tinha um mandado de busca para efetuar diligências na cidade de Bafatá, nomeadamente nos “armazéns e domicílios dos suspeitos assim como nos domicílios de quaisquer pessoas na posse do referido produto”.

“Sucede, porém, que a PJ alargou essas diligências para outras localidades não abrangidas no mandado”, acrescenta o Ministério Público.

Em resposta, a PJ guineense afirmou que não iria entregar o arroz, que as buscas à quinta do ministro da Agricultura foram legais e abriu uma investigação contra ao magistrado do Ministério Público responsável pelo processo.

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau apreendeu no âmbito da operação denominada “Arroz do Povo”, várias centenas de toneladas de arroz doado pela China, que segundo aquela força de investigação criminal, estava a ser preparado para ser vendido ao público.

O arroz apreendido estava num armazém em Bafatá, propriedade do antigo ministro do Interior Botché Candé, e numa quinta do ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos.

No âmbito da operação, a PJ tentou ainda deter o ministro da Agricultura, mas foi impedida pelas forças de segurança.

O embaixador da China no país, Jin Hong Jun, disse à Lusa que está a seguir com muita atenção a investigação da Polícia Judiciária e salientou que o arroz doado “não é para venda”.

O embaixador explicou que foram doadas, no total, 2.638 toneladas de arroz, no valor de três milhões de dólares, e que o donativo chegou a 26 de janeiro.

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