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Viaturas e automobilistas enfrentam longas horas de espera pelo combustível

A persistente carência de combustível, nomeadamente gasóleo e gasolina, fez com que muitos automobilistas das províncias do Lubango e do Huambo pernoitassem nos postos de abastecimento, situação que provoca sérios constrangimentos à vida das empresas e dos trabalhadores.

Até que as cisternas que transportam os refinados de petróleo dêem sinal de vida, algumas pessoas preferem mesmo deixar a própria viatura a marcar lugar nas longas filas de clientes.

Ontem no Lubango, Dona Engrácia, proprietária de uma viatura, estava há dois dias na fila sem conseguir abastecer. Em conversa com o Jornal de Angola explicou que o embaraço está no facto de, para além das dezenas de viaturas, existir também um número considerável de recipientes individuais para atender.

“Está difícil atingir as bombas por causa dos bidões, que estão muito mais próximos do bombeiro, facto que torna o processo moroso e cansativo”, disse, para acrescentar depois que os responsáveis da Sonangol e das bombas de abastecimento deviam indicar uma bomba específica para aqueles utentes.

O camionista Alfredo Francisco corroborou da opinião da Dona Engrácia e alertou para o perigo que o abastecimento, principalmente de gasolina, representa para aquelas bombas que estão nos centro das cidades. “As que estão mais afastadas da cidade é que deviam ser utilizadas pelos utentes de bidões”, defende Alfredo Francisco.

Viaturas e velocípedes nas “boxes”

A escassez de combustíveis, que se verifica há quase uma semana em todo o país, forçou também a paragem de milhares de viaturas e velocípedes nos municípios do Huambo, Bailundo e Caála, facto que levou ao aumento dos preços dos transportes públicos e motivou o encurtar de rotas por parte dos taxistas e moto-taxistas.

Até à tarde de ontem, dos 17 postos de abastecimento situados no centro da cidade do Huambo, apenas três dispunham de gasolina para venda, realidade insuficiente para a demanda registada no mercado.

As paragens de táxi estavam abarrotadas de gente e os poucos veículos que prestavam o serviço encurtavam propositadamente as rotas, levando à necessidade dos utentes pagarem três vezes mais em relação ao preço habitual.

A Amotrang (Associação de Mototaxistas de Angola), uma das associações que representa os moto-taxistas, aponta que mais de duas mil motorizadas ficaram paradas devido à falta de gasolina na província do Huambo.

Nos municípios do Bailundo e da Caála, que depois do Huambo concentram boa parte da população e da actividade económica, a falta de combustível também afectou os principais serviços prestados à sociedade e às empresas.

No Bailundo, até ao final da tarde de ontem, dos cinco postos de combustível existentes apenas um foi abastecido com gasolina. Já na Caála, dos três postos existentes na sede municipal, nenhum foi beneficiado.

Relativamente ao fornecimento de gás butano, o produto continuava escasso no mercado, sendo que nos postos oficiais dificilmente se encontrava à venda. Já no mercado informal uma botija chega a custar até dois mil e quinhentos kwanzas.

Contactada pelo Jornal de Angola, a delegação da Sonangol no Huambo escusou-se a prestar qualquer informação oficial relativamente ao retorno da normalidade no fornecimento de gasolina e gás butano.

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