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Francisco Fanhais volta a cantar em Paris hinos anti-fascistas

RFI | Carina Branco

Francisco Fanhais, uma das vozes da música de intervenção dos anos 60 e 70, regressa a Paris, a cidade que o acolheu durante o fascismo, esta quinta-feira, para um concerto evocativo dos tempos em que a canção era uma arma rumo à liberdade. O também presidente da Associação José Afonso vai participar na criação de um núcleo de amigos de Zeca Afonso em Paris.

O concerto de Francisco Fanhais, esta quinta-feira, na câmara municipal do 11° bairro de Paris, é feito no âmbito do Dia da Europa (9 de Maio) e também pretende comemorar o aniversário do 25 de Abril de 1974.

Organizado por João Heitor, da Associação Convivium Lusophone, o espectáculo adoptou como título “Quando a canção era uma luta rumo à liberdade”, em referência à música de intervenção que marcou a história de Portugal nos anos 60 e 70 e que contou com Francisco Fanhais como uma das referências, ao lado de nomes como José Afonso, José Mário Branco, Luís Cília, Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho, Tino Flores, entre outros.

No concerto, Francisco Fanhais vai cantar temas que foram hinos contra o fascismo, como “ “Cantata da Paz”, “Porque” e “Cantilena” e também promete recordar clássicos de Zeca Afonso, o seu amigo com quem cantou muitas vezes e com quem gravou, em 1971, no Château de Hérouville, o álbum “Cantigas de Maio”, dirigido por José Mário Branco, de onde saiu a célebre senha definitiva para derrubar a ditadura em Portugal: “Grândola Vila Morena”.

Por outro lado, a vinda a Paris serve para criar um grupo de amigos de Zeca Afonso em Paris, uma ideia que desenvolveu com João Heitor.

“Há tantos amigos do Zeca aqui em França, porque é que os amigos não se juntam, não constituem um colectivo, qualquer coisa que possa ajudar as pessoas a encontrarem-se umas com as outras? E se for em torno da memória de um homem que nos diz tanto, que foi um cidadão de corpo inteiro que pôs a sua arte ao serviço da cidadania, se temos tantas recordações desse homem, porque é que não podemos fazer qualquer coisa não só para manter viva a memória desse homem mas atrás da memória desse homem contribuir para uma afirmação cada vez maior da cultura portuguesa aqui em França?”, defendeu Francisco Fanhais, no final de uma entrevista sobre os seus tempos de resistência à ditadura e à guerra colonial que poderá ouvir aqui em breve.

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