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China e EUA voltam a negociar apesar da ameaça de tarifas de Washington

(POOL/AFP / Nicolas Asfouri) O vice-premiê chinês Liu He com o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e o representante comercial Robert Lighthtizer, em 29 de março de 2019, em Pequim

Os produtores de soja e a indústria americana pediram, nesta terça-feira, para o presidente Donald Trump retirar a ameaça de impor novas tarifas aos produtos chineses e dar fim em breve à guerra comercial com Pequim, escreve a AFP.

Essa mensagem teve como reforço a agitação dos mercados, onde nos Estados Unidos chegaram a cair 2% pela primeira vez em meses.

Trump propõe-se a mais que duplicar as tarifas sobre USD 200 biliões em produtos chineses, após os seus negociadores acusarem Pequim de ter voltado atrás no compromissos já assumidos para reduzir o déficit comercial americano, interromper o roubo de tecnologia e reduzir os maciços subsídios à produção.

Os produtores norte-americanos, que têm a China como seu principal cliente, temem represálias de Pequim que estenderão as dificuldades que vêm sentindo desde o ano passado devido à guerra comercial, disse Davie Stephens, presidente da associação que reúne os cultivadores da oleaginosa.

No ano passado, as vendas de soja dos EUA para a China caíram 75% em relação a 2017 e chegaram a pouco mais de USD 3 biliões depois que Pequim impôs tarifas em retaliação às medidas aduaneiras de Trump.

Stephens disse que os preços estão em queda, então “a China precisa reabrir o seu mercado para as exportações de soja dos EUA em questão de semanas, não meses” e antes do início da safra de 2019, em setembro.

“O custo financeiro e emocional pago pelos produtores de soja americanos não pode ser ignorado”, disse.

A indústria química tem problemas semelhantes e também pediu à Casa Branca uma solução rápida para a questão.

“Os riscos de continuar usando as tarifas como uma tática de negociação com a China são simplesmente muito altos e não está claro se eles têm algum benefício em potencial”, disse Cal Dooley, presidente do Chemical Industry Council dos Estados Unidos.

“A China fornece aos Estados Unidos numerosos produtos químicos que não estão disponíveis em outros lugares e são insumos essenciais para a fabricação nos Estados Unidos”, disse ele.

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