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EUA oferecem incentivos a militares para que virem costas a Maduro

O vice-presidente norte-americano deverá esta terça-feira oferecer incentivos às Forças Armadas venezuelanas para que estas se virem contra Nicolás Maduro e anunciar o apoio dos Estados Unidos a refugiados que tenham fugido da Venezuela.

O discurso de Mike Pence vai acontecer uma semana depois de uma tentativa de golpe de Estado no país de Maduro ter falhado, em parte devido a pessoas que “não cumpriram com a sua palavra”, acredita Juan Guaidó.

No discurso agendado para as 20h25 (hora de Luanda), Mike Pence irá “mostrar onde se encontram as oportunidades para as pessoas que fizerem o que está correto e seguirem em frente”, deixando de apoiar Nicolás Maduro, avançou fonte da Casa Branca à agência Reuters,
referindo-se a uma oferta de incentivos ainda não especificados aos militares venezuelanos.

O vice de Donald Trump deverá ainda alertar que os Estados Unidos irão, em breve, sancionar 25 magistrados do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela. O Departamento do Tesouro dos EUA tinha já sancionado o presidente deste tribunal, Maikel Moreno, em 2017, assim como sete outros magistrados.

“Sentimos que é aí que devemos fazer pressão”, confessou a mesma fonte. “Todos os magistrados vão afundar-se ou então vão nadar juntos”.

Mike Pence, avança a RTP, irá ainda oferecer apoio aos refugiados que tiverem fugido da Venezuela e colocará em cima da mesa um pacote de assistência económica ao país, cuja aplicação dependerá da saída de Maduro do poder.

Este conjunto de medidas vem juntar-se a outras impostas pelos Estados Unidos nos últimos meses, entre as quais as sanções aplicadas em janeiro à PDVSA, empresa petrolífera estatal da Venezuela, quando 90 por cento das receitas provenientes de exportações no país correspondem ao petróleo.

Ainda segundo o funcionário da Casa Branca, os EUA continuam a tentar encontrar medidas que aumentem a pressão sobre Maduro, incluindo “sanções secundárias” a empresas de outros países que tenham negócios com a Venezuela.

Na semana passada, o secretário de Estado Mike Pompeo alertou para a possibilidade de uma “intervenção militar” norte-americana. “Se for necessário, é o que os Estados Unidos farão”, declarou.

Juan Guaidó já considerou, apesar de não se referir diretamente a uma intervenção militar, que uma “cooperação estrangeira para superar a crise sem precedentes na Venezuela é uma opção”, apesar de “controversa”.
“Não cumpriram com a palavra”

O discurso do vice-presidente norte-americano na noite desta terça-feira permitirá entender a estratégia que a Administração Trump pretende adotar depois de uma tentativa de golpe de Estado lançada por Juan Guaidó na semana passada ter falhado.

Guaidó chegou a afirmar que os recentes protestos em massa seriam a “última fase” da luta para derrubar Nicolás Maduro, mas a falta de apoio militar, com algumas chefias a confirmar a lealdade ao Presidente, levou ao fracasso da tentativa.

O autoproclamado presidente interino da Venezuela afirmou, em entrevista à France Presse na segunda-feira, que “algumas pessoas não cumpriram com a sua palavra”, o que “não significa que não a cumpram em breve”.

“É óbvio que, neste momento, o descontentamento é generalizado e as Forças Armadas não fogem à regra”, garantiu Guaidó, considerando o papel dos militares “fundamental” para que possa haver mudança no país. “Cabe às Forças Armadas e a alguns funcionários superar o medo”, sublinhou.

“Estão em curso diálogos com os líderes civis e militares que estão prontos para ficar do nosso lado da Constituição”, avançou o presidente interino. “Estou muito otimista de que estamos muito perto de alcançar a mudança na Venezuela (…) e de assegurar que pomos em prática uma transição democrática e eleições livres”.

Mais de 20 militares procuraram asilo na embaixada brasileira durante os confrontos da semana passada e Leopoldo López, dirigente da oposição, refugiou-se com a família na embaixada espanhola.

De acordo com Juan Guaidó, a crise económica na Venezuela tem levado a que muitas pessoas morram de fome e por falta de medicação. “Alguns deixam Caracas a pé para se dirigirem a Lima, Peru, em busca de um futuro melhor”, relembrou o autoproclamado presidente interino.

Por fim, o presidente interino considerou que a sua própria detenção é “um risco latente”, apesar de os Estados Unidos já terem ameaçado o Supremo Tribunal venezuelano com “severas consequências” caso este assinasse um mandado de prisão contra Guaidó.
“O tempo urge”

Augusto Santos Silva afirmou na segunda-feira, em declarações à agência Lusa, que o Grupo de Contacto Internacional para a Venezuela, criado em janeiro pela União Europeia e composto por oito países, deve continuar os esforços para que o impasse no país termine, uma vez que “a situação no terreno tem piorado”.

“Julgo que amanhã (hoje) estaremos em condições de decidir entre nós quais são os próximos passos que é preciso fazer no terreno”, considerou o ministro dos Negócios Estrangeiros, que representa o Governo português no terceiro encontro deste Grupo de Contacto, a decorrer desde ontem na Costa Rica.

“Só há uma maneira de sair do bloqueio em que se encontra hoje a Venezuela do ponto de vista político. Que é todos falarem entre si, mas todos falarem entre si com um objetivo. Que é devolver aos venezuelanos a sua capacidade de escolherem”, frisou.

“A situação do ponto de vista da vida das pessoas vai-se deteriorando, o que significa que o tempo urge”, acrescentou.

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