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Muçulmanos apelam ao Governo da Lunda Norte a reabrir mesquitas no Ramadão

Vinte e quatro mil fiéis muçulmanos (número avançado pelos seus por líderes) na Lunda-Norte queixam-se de privação da liberdade de culto desde finais do ano passado por parte do Governo local

Numa altura em que se vive o mês de Ramadão, a fase mais calendário do islão, o secretário da Comunidade Islâmica de Angola( COIA) na Lunda-Norte diz que as mesquitas continuam encerradas e os fiéis não têm lugares para rezar.

Em entrevista, ontem, a OPAÍS, António(Ali) Muharica Sanhanga informou que desde o dia 2 de Fevereiro que as autoridades locais encerraram as mesquitas no quadro da Operação Resgate, os muçulmanos estão desprovidos de lugares de culto.

O Governo da província da Lunda-Norte, segundo a fonte deste jornal, encerrou as 39 mesquitas pelo facto desta religião não estar reconhecida pelo Instituto Nacional de Assuntos Religiosos (INAR). O Imã(pastor) lamenta o facto de estarem encerradas apenas as mesquitas da província da Lunda Norte, sendo que nas restantes províncias continuam abertas. “Se o Governo diz que a religião islâmica em Angola está ilegal, porquê que encerrou na Lunda-Norte e noutras províncias continuam abertas”? questionou a fonte.

António Sanhanga diz que o encerramento das mesquitas está a provocar um sentimento de revolta no seio da Comunidade Islâmica de Angola e, por esta altura em que se vive o Ramadão, os ânimos subiram de tom contra as autoridades da Lunda-Norte. “Por favor, que nos deixem rezar em paz, nós não cometemos nada, esta medida devia ser para todos”, desabafou o religioso, apelando às autoridades para reverem situação.

Ramadão na RDC

Sendo o Ramadão o mais importante pilar do islão, António Sanhanga disse que durante esta semana, se as autoridades não reabrirem as mesquitas a comunidade islâmica constituída por angolanos e estrangeiros pensa deslocar os crentes à vizinha República Democrática do Congo(RDC) para viverem este momento.

A ideia é a de não passar em branco esta fase, que, segundo a doutrina do Islão, é a de instrospecção na fé de cada muçulmano. Disse que os que têm possi
bilidade devem deslocar-se a Medina, na Arábia Saudita, onde se encontra a primeira casa de Abraão(Ibraim) onde geralmente comemoram o fim do Ramadão, que genericamente é conhecido por Eid ul fitr(fim de jejum do Ramadão). Informou que a deslocação aRDC está condicionada a questões migratórias, ou seja, a cedência de vistos pelo Serviço de Migração e Estrangeiros (SME). Pelo elevado número de fiéis que pretendem deslocarse ao Congo, António Sanhanga mostrou-se céptico quando à cedência dos aludidos vistos.

Sem avançar o número, disse que uma boa parte dos 24 mil crentes pretende transpor a fronteira, mas a última decisão está a depender dos serviços migratórios da Lunda-Norte.

Dirigente lamenta situação

O presidente da Comunidade Islâmica de Angola, David Alberto Já, lamentou o encerramento das mesquitas na província da Lunda Norte, ocorridas entre Novembro de 2018 e Fevereiro do ano em curso.

Disse ter havido má-fé das autoridades locais, justificando que esta província é a única em que as mesquitas foram encerradas por razões “pouco claras”. David Já acrescentou que a decisão foi injusta, apontando que as vizinhas províncias da Lunda-Sul e Moxico rezam sem qualquer sobressalto.

Reconhecimento

Fez saber que há mais de dez anos que a Comunidade Islâmica de Angola remeteu documentos ao INAR para o seu reconhecimento, mas até ao momento nenhuma luz se vislumbra no “fundo do túnel”. Entretanto, uma fonte do Governo da Lunda-Norte disse a este jornal que o encerramento foi feito porque a religião islâmica fazia os seus cultos à margem da lei.

Explicou não ser a única religião que viu os seus locais de culto encerrados, mas também outras igrejas cristãs que rezavam ilegalmente. A fonte evitou falar das vizinhas províncias em que os muçulmanos continuam a rezar sem quaisquer impedimentos, resumindo que cada região tem as suas especificidades.

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