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Leopoldo López, um novo foco de tensão entre Espanha e Venezuela

Ao hospedar Leopoldo López na residência de seu embaixador em Caracas, a Espanha está significativamente envolvida na crise venezuelana e isso implicará um novo foco de tensão nas espinhosas relações entre Madri e Chávez, segundo analistas consultados pela AFP.

Libertado de sua prisão domiciliar na rebelião militar em 30 de Abril, o líder da oposição tem se refugiado desde então com sua família na residência do embaixador espanhol em Caracas como “hóspede”, como insiste o governo espanhol.

Após o mandado de prisão emitido na quinta-feira por um tribunal em Caracas, Madri foi firme: descartou em um comunicado a possibilidade de entregar Lopez às autoridades venezuelanas e recordou a inviolabilidade da residência diplomática.

“Isso complica muito as já difíceis relações entre o governo espanhol e o governo venezuelano”, diz Ernesto Pascual, doutor em relações internacionais na Universidade Aberta da Catalunha (UOC).

“Além disso, isso a crise seria agravada se Leopoldo López começar a usá-la para fazer reuniões e contactos de lá”, acrescenta Pascual, porque Caracas “acusaria a Espanha de manter um centro de insurgência na residência do embaixador”.

O governo espanhol reagiu rapidamente neste sentido depois que López atendeu à imprensa na quinta-feira da residência do embaixador e previu “mais movimentos no sector militar” contra o regime de Nicolás Maduro.

“A Espanha não permitirá que sua embaixada se transforme em um centro de activismo político”, disse o ministro das Relações Exteriores Josep Borrell durante uma visita no Líbano, anunciando que regularão os contactos do líder opositor.

– Espanha, forçada a se envolver mais –

A situação é incómoda para o governo do socialista Pedro Sánchez, assegura Anna Ayuso, especialista em América Latina do centro de estudo de assuntos internacionais CIDOB da Barcelona.

“Ele deve manter uma posição crítica com Maduro mas, vendo as fraquezas que tem a oposição, deve negociar com ambos”, insiste.

Embora em sua chegada ao poder em Junho tentou reconduzir a relação com Caracas, muito conflitante com seu antecessor conservador Mariano Rajoy, em Fevereiro reconheceu Juan Guaidó como presidente encarregado da Venezuela.

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