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Guaidó recebe apoio nas ruas após rebelião militar fracassada

O líder opositor venezuelano Juan Guaidó recebeu, nesta quarta-feira (1º), o respaldo de milhares de seguidores nas ruas, apesar de não ter conseguido fazer uma rebelião militar quebrar o apoio da Força Armada do presidente Nicolás Maduro.

De acordo com a AFP, uma enorme multidão atendeu a sua convocação em Caracas para exigir que Maduro “interrompa a usurpação do poder”, em meio à pior crise socioeconómico da Venezuela. De todas as formas, a marcha não conseguiu ser “a maior da história do país”, como pedia Guaidó.

Os protestos geraram confrontos em várias regiões da capital, onde militares e policiais lançaram bombas de gás lacrimogéneo contra manifestantes, que responderam com pedras e coquetéis molotov.

“Minutos após os valentes soldados se colocarem ao lado do povo, todos os soldados viram o respaldo contundente do povo da Venezuela, que vai lhes acompanhar”, disse Guaidó a seus seguidores, lembrando que milhares de pessoas foram às ruas na terça para apoiar a rebelião.

A oposição liderou o levante de um grupo de soldados na base aérea de La Carlota, em Caracas.

O governo chamou o ato de “tentativa de golpe ridícula”, cuja derrota foi celebrada na quarta-feira por milhares de partidários em uma marcha pelo Dia do Trabalhador em Caracas.

– Mais rua e greve –

Embora Guaidó tenha convocado a Força Armada a se unir ao levante, a cúpula militar reiterou sua lealdade a Maduro, e 25 insurgentes acabaram pedindo asilo na Embaixada do Brasil.

Além deles, Leopoldo López, libertado por rebeldes de sua prisão domiciliar, pediu asilo na legação da Espanha.

“Vamos continuar nas ruas até alcançar a liberdade (…), o regime vai tentar ampliar a repressão, me perseguir”, afirmou Guaidó.

Ele também sugeriu à multidão uma greve geral para tirar Maduro do poder, proposta por sindicatos do sector público. “Amanhã vamos acompanhar a proposta que fizeram de paralisações escalonadas até alcançar a greve geral”, afirmou.

O deputado, que perdeu sua imunidade legislativa, considerou que uma eventual prisão representaria um “golpe de Estado”, pois se considera o “único presidente legítimo” da Venezuela.

Também houve manifestações em regiões como Táchira e Zulia (oeste).

“O que estamos vivendo é um inferno, sem água, sem electricidade, sem medicamentos. Tenho fé que o povo na rua vai fazer o caldo entornar”, disse à AFP Evelinda Villalobos, de 58 anos, moradora de Zulia.

Em um ambiente festivo e aos gritos de “não passarão”, chavistas celebraram a derrota da insurreição.

“Não é a primeira, nem será a última vez que a oligarquia financiada e apoiada pelo imperialismo ianque tentará acabar com as esperanças de um povo que decidiu ser livre”, disse à AFP Valmore Rodríguez.

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