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Conselho de Ministros são-tomense aprova comissão mista de inquérito a naufrágio

(MIGUEL MADEIRA/LUSA)

Observador|Lusa

O naufrágio do navio “Amfitriti”, que fez oito mortos em São Tomé, vai ser alvo de uma comissão de inquérito mista. A resolução foi aprovada esta sexta-feira no Conselho de Ministros de São Tomé e Príncipe, que declarou ainda três dias de luto nacional.

Esta sessão do Conselho de Ministros extraordinária, presidida pelo primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, foi dedicada à análise do naufrágio da embarcação e da definição de algumas medidas de emergência.

“A criação de uma comissão mista de inquérito composta por elementos do Instituto Marítimo e Portuário e da Guarda Costeira para averiguar as possíveis causas do naufrágio e eventuais irregularidades que possam ter ocorrido no processo de embarque das pessoas e das mercadorias”, refere o comunicado do Conselho de Ministros, divulgado esta noite.

O Conselho de Ministros decidiu ainda avançar com o aluguer de um navio que cumpra os requisitos técnicos para assegurar o transporte urgente de combustível e mercadorias para a Região Autónoma do Príncipe “em total segurança”, bem como a criação de um fundo de emergência para apoiar as vítimas e promoção de uma campanha de solidariedade.

Vai ser também criada uma comissão multissetorial, com vários ministérios envolvidos, que tem a missão de apresentar, no prazo de um mês, um plano de ação para uma “definitiva resolução da problemática da ligação marítima e aérea entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe”.

O Governo são-tomense decretou três dias de luto nacional, a contar a partir de sábado. O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, já apresentou as condolências aos familiares das vítimas do naufrágio.

Neste momento de luto, o seu pensamento encontra-se também com o seu congénere Evaristo Carvalho, a quem expressa, em nome do povo português, a sua profunda tristeza e apresenta condolências, recordando os laços de amizade que unem os dois povos, sublinhados pelas recentes visitas recíprocas”, refere uma mensagem publicada no sítio na internet da Presidência da República.

O navio “Amfitriti”, que fazia a ligação entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, uma viagem que dura entre seis e oito horas, zarpou do porto de São Tomé na noite de quarta-feira com destino à cidade de Santo António e naufragou já perto da ilha do Príncipe, na madrugada de quinta-feira. A bordo viajavam 64 passageiros e oito tripulantes e o navio transportava 212 toneladas de carga.

Segundo as autoridades locais, o acidente causou oito mortos — quatro crianças e quatro adultos — e nove desaparecidos. Cinquenta e cinco pessoas foram resgatadas com vida, três das quais foram transportadas para a ilha de São Tomé por apresentarem ferimentos graves.

O presidente do governo regional do Príncipe, José Cassandra, afirmou haver registos de três passageiros estrangeiros — duas portuguesas e um francês -, mas essa informação ainda não foi confirmada.

O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, anunciou a abertura imediata de um inquérito para “se apurarem as causas deste trágico acidente e assacar as eventuais responsabilidades”.

O navio da Marinha portuguesa “Zaire”, que se encontra em missão no país, com uma guarnição constituída por militares portugueses e são-tomenses, navegou de imediato para o local do naufrágio.

Oito militares portugueses vão partir na madrugada de sábado para São Tomé e Príncipe para ajudar nas operações de busca dos desaparecidos após o naufrágio do navio “Amfitriti”.

O porta-voz do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), comandante Pedro Coelho Dias, afirmou que a equipa que vai partir ao início da madrugada de sábado é constituída por seis mergulhadores e dois fuzileiros que vão operar drones.

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