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Falhas nos testes de HIV: PGR averigua reagente Aria

Hélder Pitta Gróz (DR)

O Procurador-Geral da República (PGR), Hélder Pitta Gróz, disse terça-feira, em Luanda, que o Ministério Público vai instaurar um inquérito sobre uso de reagentes para testes HIV/SIDA, pelo Ministério da Saúde, que davam falsos resultados positivos.

De acordo com a Angop, o procurador fez esse pronunciamento no programa “Grande Entrevista”, da Televisão Pública de Angola (TPA), acrescentando que vai investigar onde, e por intermédio de que entidade, foram adquiridos tais reagentes pelo Ministério da Saúde, uma vez que o que está em causa é um bem maior, que é o bem à vida.

Em entrevista publicada na edição desta terça-feira do Jornal de Angola, a directora do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida, Maria Lúcia Furtado, revelou que o produto em causa não faz parte do algoritmo autorizado e a sua ineficácia foi constatada após testes com resultados falsos ou duvidosos.

Por este motivo, acrescentou, a Inspecção Geral da Saúde vetou o uso do reagente “Aria” na testagem do VIH, após a constatação de testes com resultados duvidosos.

Para detectar o VIH, realçou, são feitos dois testes, um para rastreio e outro para confirmação, e os únicos testes aprovados para fazer o diagnóstico no país são “Determine” e o “Unigold”.

Entretanto, Maria Lúcia Furtado garantiu que este erro foi corrigido, a empresa envolvida está a repor outro material e os testes feitos foram repetidos com o produto que faz parte do algoritmo do Ministério.

Segundo ela, o nível de contágio de VIH em Angola é estimado em 310 mil pessoas vivendo com a doença, das quais 190 mil são mulheres, muitas delas em estado de gestação.

A responsável salienta que, no país, cerca de 70 por cento das pessoas infectadas só se dirigem às unidades hospitalares quando estão com sinais e sintomas muito evidentes da doença, o que revela falta de cultura de fazer o teste com antecedência.

A directora adiantou que a taxa de abandono da medicação é de 54 por cento e o número de óbitos, em 2017, rondou os 13 mil, de acordo com os últimos dados da ONUSIDA.

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