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Arábia Saudita executa 37 homens, um deles por crucificação

O Príncipe Bin Salman (à direita), num encontro com o primeiro-ministro iraquiano em Riade (© Royal Court/Handout via REUTERS)

Executados eram todos sauditas condenados por crimes relacionados com o terrorismo, de acordo com as autoridades do país

A Arábia Saudita executou recentemente 37 homens condenados por crimes relacionados com o terrorismo. De acordo com a CNN, citada pelo Diário de Notícias, um dos homens foi crucificado.

As execuções foram confirmadas nesta terça-feira, através do Twitter, pela Agência de Notícias Saudita (SPA): “A pena de morte foi aplicada a um conjunto de criminosos por terem adoptado ideologias extremistas terroristas e formado células terroristas para corromper e desestabilizar a segurança e espalhar o caos e provocar tensões sectárias”, anunciou a SPA, que detalhou em comunicado os nomes dos 37 condenados, cujas penas foram aplicadas em vários pontos do país.

O país do Médio Oriente tem uma das taxas de aplicação da pena de morte mais elevadas do planeta. Em Janeiro de 2016 foram mortas 47 pessoas numa execução em massa, incluindo o Sheiq Nimr, um clérigo xiita que criticava abertamente as autoridades do país e defendia a independência da província de Ash Sharqyiah, de onde era natural.

Desde a chegada ao poder do príncipe Mohammed bin Salman, em 2017, as acções de repressão – não só dos movimentos extremistas mas também de activistas políticos e defensoras dos direitos das mulheres – têm vindo a acentuar-se.

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