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Alerta: Previsão de tempestade severa em Cabo Delgado e Nampula

Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) em Nampula diz ter enviado uma equipa multissectorial para sensibilizar as famílias a abandonarem os locais considerados de risco. (DR)

Região norte de Moçambique poderá ser afectada por uma tempestade tropical severa. Autoridades e organizações não-governamentais pedem às famílias para abandonarem locais considerados de risco.

Depois do ciclone Idai, que fustigou o centro de Moçambique há pouco mais de um mês, prevê-se agora que uma tempestade tropical severa atinja em breve a região norte do país. Os cidadãos estão a tomar medidas de precaução, mas temem muitos danos, como aconteceu com o Idai.

“Estou assustado com essa previsão de 150km/h. É uma velocidade assustadora. Se assim acontecer, esperamos muitos danos”, afirmou o cidadão Francisco Ramos, citado pela DW África.

Segundo um comunicado do Instituto Nacional de Meteorologia, divulgado na segunda-feira (22.04), “formou-se um sistema de baixas pressões a norte de Madagáscar”, que poderá resultar numa “tempestade tropical severa ao aproximar-se da costa norte de Moçambique”, afectando a região norte de Cabo Delgado e o sul da Tanzânia.

Os distritos costeiros de Nacala-Porto e Nacala-A-Velha, na província de Nampula, também deverão ser severamente atingidos.

Aviso a famílias em locais de risco

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) em Nampula diz ter enviado uma equipa multissectorial para sensibilizar as famílias a abandonarem os locais considerados de risco.

“A equipa multissetorial foi trabalhar em Nacala-Porto e Nacala-A-Velha no sentido de verificar, no terreno, as zonas potencialmente perigosas. Com base nessa informação [da equipa], vamos passar a disseminar informações a nível das rádios locais”, disse o delegado provincial do INGC, Alberto Armando.

Armando assegura ainda que a instituição tem mantimentos para ajudar possíveis vítimas, pelo menos nos primeiros três dias. Além disso, o INGC conta “com algumas igrejas e salas de aulas para serem usadas como abrigos temporários, enquanto se faz uma mobilização de tendas para o efeito.”

A Cruz Vermelha de Moçambique garante que está preparada. De acordo com José Miguel, secretário provincial da organização em Nampula, foram destacados 100 activistas para alertar a população.

“A primeira prioridade será sensibilizar aquelas comunidades que estão nas zonas de risco de inundações e propensas a erosão, não deixando de sensibilizar o resto da comunidade nos distritos de Nacala-Porto e Nacala-A-Velha”, disse.

As autoridades de gestão de calamidades renovam o apelo às populações em zonas de risco para começarem a abandonar esses sítios, como forma de evitar o pior.

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