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Carlos Lamartine “explode” em espectáculo no Espaço Brasom

(DR)

Carlos Lamaertine actuou com mestria na sexta-feira, no Espaço Brasom, em Luanda. Lamartine fez-se acompanhar pelos instrumentistas Kintino (viola-ritmo), TeddyNsingui (viola-solo), Nini (teclado), Mias Glheta (viola-baixo), João Daloba (bateria), Raúl Tollingas (dikanza) e Bucho (tambores), que durante duas horas acompanharam o artista nos principais sucessos.

Lulas da Paixão foi o convidado da noite, marcada pelas surpresas de Voto Gonçalves e Euclides da Lomba, que soltaram a voz apesar de não estarem no alinhamento. Kintino fez a apresentação do artista que começou por interpretar “Comprei um casaco”, tema de Joaquim Viola. Na primeira parte, Lamartine homenageou “Os Kiezos”, em particular o seu irmão Vate Costa, com as canções “Ngana Nzambi”, “Monami”, “Kytende Ngo”, entre outras.

Voto Gonçalves deu voz em “Monani wiziami”. O clima do fervor revolucionário surgiu com “Guia para a Libertação da África” e a revelação do autor dos arranjos musicais, Zeca Tirilene. “Ene” e “Pala ku uabesa ó Muxima” fizeram, também, parte desta sequência, que foi antecedida pela “A razão do Semba” e fechada com “Kamine”, dando lugar à subida ao palco do convidado esperado, Lulas da Paixão.

O compositor que nos últimos anos apostou na interpretação, não desiludiu, com uma performance de um autêntico “showman”, tirou da algibeira sucessos como “Quim”, “Garan” e “Tio”. Euclides da Lomba, nas vestes de Director Nacional da Cultura, foi chamado e teceu palavras de apreço ao cantor e ao promotor do evento, Ilídio Brás. O cantor não ficou apenas pelas palavras, aceitou o pedido dos admiradores, com um trecho musical.

Na fase final Man Lamas, ou melhor Mano Velho, como foi tratado pelos presentes, cantou “Nvunda ku Museque”, “Caravana para Defina”, “Oka si Tchian” e outros sucessos. Para fechar em grande com “Cidrália” e uma rapsódia de temas do Carnaval do antigamente e de seguida ainda houve tempo para alguns temas pedidos pelos fãs. Os guitarristas Kintino, no ritmo, e Teddy Nsingui, no solo, foram sentidos nos instrumentais “Semba Henda” e “Merengue 5 de Julho”.

Mias Galheta, mais uma vez, deixou patente que é dos baixistas mais fortes do mercado. João Daloba, um dos bateristas que tem escola de semba, fez uma parceria com Bucho, que nos tambores deu o seu toque de mestria.

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