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Luanda ganha décimo hotel de quatro estrelas

Vista frontal do Ika hotel momentos antes da inauguração. (FOTO: NELSON MALAMBA)

Uma unidade hoteleira denominada “Ika Hotel” de quatro estrelas, com 150 quartos e igual número de camas, foi inaugurado esta quinta-feira, em Luanda, visando a expansão da rede hoteleira no país e o incentivo do turismo interno.

De acordo com a Angop, trata-se do décimo hotel de quatro estrelas construído na capital angolana e a segunda cadeia hoteleira operacional do grupo empresarial AAA, que se junta a primeira rede de hotéis “IU”, instalados em todas as províncias de Angola.

A inauguração do “Ika Hotel”, localizado no município de Talatona, possibilitou a criação de 76 postos de trabalho, sendo 48 homens e 28 mulheres.

O corte da fita, que marcou o acto inaugural do respectivo hotel, coube a ministra do Turismo, Ângela Bragança, coadjuvada pelo presidente do Conselho de Administração da AAA, Carlos São Vicente.

Na ocasião, a governante afirmou que o surgimento desse hotel vai ajudar a combater o desemprego, a pobreza e reforçar o aumento de receitas aos cofres do Estado.

Apesar da conjuntura financeira que o país atravessa, encorajou o grupo empresarial a prosseguir com a construção de novos empreendimentos em vários pontos do país, com vista a fortalecer o sector do Turismo e contribuir para uma maior competitividade, melhoria dos serviços e diversificação da oferta.

“Neste momento, Angola prepara-se para acolher o Fórum Mundial do Turismo, a ter lugar de 23 a 25 de Maio próximo, em Luanda, um evento que contará com o apoio do Ika Hotel para acolher alguns dos pelo menos mil e 500 convidados estrangeiros”, recordou.

O acto inaugural também ficou marcado com entrega do Alvará que autoriza o início da actividade do “Ika Hotel”.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da AAA, Carlos São Vicente, considerou a inauguração desse hotel como factor decisivo que marca a passagem de uma hotelaria mais simples, económica e residencial para uma nova rede de hotéis com mais luxo, conforto e serviços competitivos a nível internacional.

Sem revelar o valor do investimento, o gestor afirmou ainda que para além das duas redes de hotéis (IU e Ika Hotel), o grupo empresarial prevê avançar com mais duas redes hoteleiras, a serem construídos, nos próximos tempos, em Cabinda e no Soyo (Zaire).

Falta de divisas inviabiliza funcionamento dos hotéis

Maior parte dos hotéis construídos em todo país pelo grupo AAA precisa da disponibilidade de divisas, para importação de equipamentos e matéria-prima que possibilitarão apetrechar e pôr em funcionamento as respectivas unidades hoteleiras paralisadas, segundo o empresário Carlos São Vicente.

Por esta causa (falta de divisas), das várias unidades hoteleiras da rede “IU” espelhadas em todo país, apenas 12 estão em funcionamento, sendo as restantes precisam de acabamentos e equipamento que dependem da importação.

Quanto ao Ika, referiu, quatro dos 22 hotéis que se prevê construir em todo país já estão concluídos, mas necessita de material que vem do estrangeiro para entrar em funcionamento.

“É necessário aquecer e reanimar a economia, deixando de cometer os erros do passado para alavancar o sector da Hotelaria e Turismo no país”, alertou.

Apontou, igualmente, a falta de água e segurança pública nas cidades em que estão instalados os hotéis como factores que ainda preocupam os investidores e turistas que vem para Angola.

Além de apostar na rede hoteleira, que emprega mais de 700 trabalhadores, o grupo AAA também investe as suas acções no sector bancário, deixando definitivamente o sector de seguros, no qual começou a sua actividade empresarial.

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