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Escassez de combustível retarda vida em Benguela

(DR)

A província de Benguela regista uma escassez de combustível nos locais habituais de venda, que já vai no quarto dia, e que está afectar o funcionamento das instituições públicas e privadas, com implicações na vida das pessoas.

A província de Benguela regista uma escassez de combustível nos locais habituais de venda, que já vai no quarto dia, e que está afectar o funcionamento das instituições públicas e privadas, com implicações na vida das pessoas.

Numa ronda efectuada, na segunda-feira, pela cidade de Benguela, a capital da província, o Jornal de Angola apurou que as bombas de combustíveis registam longas filas, que iam de 150 a 250 metros, com automobilistas e peões munidos de bidões a disputarem os lugares cimeiros.

Nas bombas da Pumangol, na zona B, adjacente ao bairro do Cassêque, havia gasolina, mas os automobilistas ficavam cerca de duas horas e meia à espera para serem atendidos, por ordem de chegada.

Na terça feira, por exemplo, a movimentação de viaturas no centro e arredores da cidade, sobretudo nos troços que ligam Benguela à
Baía Farta, Dombe Grande, Catumbela e Lobito, foi muito reduzido comparativamente aos dias anteriores.

A situação deu lugar à especulação dos preços no mercado informal, onde o litro de gasolina, na segunda-feira, era comercializado no valor de 300 kwanzas, para, no dia seguinte, subir para 500.

Além de automobilistas, recorrem ao mercado informal para a compra de combustíveis proprietários de restaurantes, lojas, hotéis, casas de serviços diversos, como fotocopiadora, encadernações, tiragem de fotografia.

Entre os citadinos que falaram à reportagem do Jornal de Angola, está o taxista António Pedro, que revelou ter conseguido, na segunda-feira, 50 litros de gasolina numa bomba na Baía Farta, onde teve de permanecer cerca de duas horas.

O agricultor José Ferreira, outro declarante, lamentou a situação, que considerou prejudicial, com consequências no sector, cuja capacidade de irrigação está a ser gravemente afectada.

O Jornal de Angola procurou, sem sucesso, ouvir os concessionários das bombas de combustíveis em Benguela, sobre as razões que estão na base da reduzida oferta de combustíveis na província.

Com uma população estimada em 2.110 mil habitantes, de acordo com o Censo Geral da População de 2014, a província de Benguela é, depois de Luanda, o segundo maior centro económico do país.

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