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Chefe de Estado faz apelo ao bom senso dos políticos na Venezuela

(FOTO: PEDRO PARENTE)

O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, reafirmou ontem, em Luanda, o “apelo ao bom senso dos actores políticos para que seja encontrada uma solução para o quadro humanitário actual e a instabilidade política” na Venezuela.

O apelo do Presidente da República foi transmitido ao novo embaixador da Venezuela em Angola, Marion Penã Labrador, acreditado ontem em cerimónia realizada no Salão Nobre do Palácio Presidencial da Cidade Alta.

“O Presidente João Lourenço defendeu a necessidade de se manter o bom senso entre os actores políticos do nosso país, para conseguir uma solução que resulte do diálogo e do próprio jogo democrático, bem como de negociações entre os actores políticos”, disse à imprensa Marion Penã Labrador, para quem a Venezuela procura soluções aos desafios com que se debate por via pacífica, diplomática e do diálogo.

De acordo com o JA, o diplomata anunciou que a Venezuela pretende colher o apoio e experiência de Angola para entrar no mercado dos diamantes, principalmente no âmbito do cumprimento das regras do “Processo Kimberley” sobre comercialização da pedra preciosa.

Apesar do difícil quadro político na Venezuela, Marion Labrador fala na necessidade de continuar a desenvolver com Angola a cooperação a nível do ensino superior.

O diplomata lembrou que a Venezuela já formou quadros angolanos nas áreas de Medicina, Desportos e Engenharia Ambiental. “Vamos continuar a trocar experiências a nível da cooperação em áreas como cultura, saúde, turismo e agricultura”, disse,
O objectivo, prosseguiu, é que o Governo de Angola possa olhar para a Venezuela como um parceiro nestas áreas, numa altura em que está em perspectiva um encontro de empresários para a troca de experiências.

Marion Labrador reconheceu que o seu país, apesar de “muito rico e, nisso, muito se-melhante a Angola”, tem muitos desafios sociais e políticos por ultrapassar.

“Temos as maiores reservas de petróleo do Mundo e, além disso, temos outros minerais, outras riquezas. É a olhar para o futuro de maneira optimista que pretendemos garantir ao povo venezuelano a melhor qualidade de vida”, afirmou.

O diplomata lembrou que a Venezuela tem sido notícia em todo Mundo, infelizmente, pelas piores razões, mas realça que esta é uma situação que está a ser ultrapassada pelo Governo da República Bolivariana da Venezuela, dirigida pelo único Presidente constitucional, Nicolás Maduro. Para o embaixador, “a Venezuela está a ser atacada e punida com sanções financeiras, económicas, políticas, principalmente de Washington”.

Produção de diamantes

Em breves declarações à imprensa, após ter apresentado as cartas credenciais ao Presidente da República, João Lourenço, o embaixador afirmou que o seu país está a envidar esforços para abrir o seu mercado de venda de diamantes.
Com Angola, explicou, a Venezuela pretende a troca de experiência, formação de quadros, cooperação técnica, além de outras áreas da actividade mineira.

“A cooperação com Angola é importante para nós, principalmente por causa do projecto Kimberley, o espaço natural onde a Venezuela está a cooperar a nível internacional”, disse, lembrando que Angola e Venezuela são parceiros naturais na Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

Novos embaixadores

Os embaixadores residentes da da Mauritânia, Mohamed Ould Mekhalle, e da Guiné Conacri, Edouard Thea, apresentaram as cartas credenciais ao Chefe de Estado angolano.

Ainda ontem, os embaixadores não-residentes do Sultanato de Omã, Mubarak Ali Al-Zakwani, da Áustria, Johann Brieger, do Burkina Faso, Oumarou Maiga, e o embaixador não-residente do Chile, Francisco Javier Hurtado, apresentaram, igualmente, ao Chefe de Estado angolano, João Lourenço, as suas cartas credenciais. A cerimónia decorreu no Salão Nobre do Palácio Presidencial da Cidade Alta.

China está atenta às reformas em Angola

A República Popular da China apoia e está atenta às reformas e novas políticas levadas a cabo pelo Governo angolano, que passam pela abertura ao exterior e a criação de um melhor ambiente de negócios, disse ontem, em Luanda, o novo embaixador chinês em Angola, Gong Tao.

Em breves declarações à imprensa, após apresentar as cartas credenciais ao Chefe de Estado angolano, João Lourenço, o embaixador Gong Tao assegurou que o seu país vai, como sempre, acompanhar as políticas para o desenvolvimento de Angola por via da diversificação da cooperação.

Para o embaixador, a cooperação entre Estados deve impactar ainda mais as instituições, empresas e as sociedades angolana e chinesa. “Vamos continuar de mãos dadas e fazer com que a cooperação em novas áreas resulte em desenvolvimento conjunto. Esta é a missão que começo a assumir aqui em Angola”, assegurou Gong Tao.

O diplomata chinês considerou que, ao longo dos últimos 36 anos, as relações diplomáticas e económicas entre os dois países têm-se desenvolvido de maneira saudável e estável.

A justificar as excelentes relações entre os dois países, Gong Tao lembrou que o Presidente João Lourenço visitou em Outubro do ano passado a República Popular da China.

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