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Acabou o gasóleo do Dragão na Champions. Liverpool acelera para Barcelona

(Reuters)

Desporto ao Minuto

Dragão despede-se da prova milionária com duas derrotas, diante dos reds, nos quartos de final (0-2 e 1-4).

Resumo: “You say “Goodbye” and I say “Hello, hello, hello”. Era impossível não começar o artigo deste jogo, sem evocar a música do grupo musical The Beatles – Hello, Goodbye -, de onde é proveniente este quarteto. Em Liverpool nasceram os Beatles, em Liverpool nasceu uma equipa que é, por muitos, considerada uma das melhores do mundo.

E, fazendo jus à letra, o FC Porto disse adeus à Champions, os reds disseram olá às meias-finais da prova milionária, na sequência dos dois triunfos alcançados nos ‘quartos’.

O jogo no anfiteatro da Invicta escreveu-se a azul e branco, mas os contra-ataques mortíferos dos pupilos de Jurgen Klopp mataram um ‘dragão’ dentro das quatro linhas, que nunca se rendeu nas bancadas, até… ao apito final.

O FC Porto marcou o seu único golo, por Militão, aos 68 minutos, numa procissão ‘red’ que começou com o golo de Mané, aos 26’, e ficou consumada com os remates certeiros de Salah, aos 65’, Firmino, aos 77’, e Van Dijk, aos 84’ … contas feitas, 6-1 no conjunto das duas mãos.

Os dragões concentram agora atenções no campeonato, onde estão empatados com o Benfica na classificação. Já o Liverpool segue viagem para Barcelona, para o encontro das meias-finais na Liga dos Campeões.

Depósito cheio de tudo e 28 minutos depois…

Desde 2009, frente ao APOEL, que o FC Porto não fazia 15 remates numa primeira parte na Liga dos Campeões. Este é um dado estatístico que traduz, sobretudo nos primeiros 25 minutos, a etapa inicial avassaladora que o dragão realizou.

Procure no dicionário todos os sinónimos possíveis e imaginários da palavra asfixiar. Todas podiam descrever na perfeição um dragão que, logo aos 33 segundos, esteve à beira de abrir o marcador, por intermédio de Corona. Depois foi a vez de Marega, mais tarde de Herrera, seguiu-se Danilo, novamente Marega, e Marega, e Marega. O maliano teve tantas, mas tantas, ocasiões para estoirar o ‘dique’, todavia a bola teimava em não entrar na baliza de Alisson.

E, na primeira oportunidade do Liverpool, ainda Casillas se abrigava dos pingos de chuva que caíam no Estádio do Dragão, quando Mané abriu o ativo, num lance de suspense em que o VAR valida, dois minutos depois da bola ter ultrapassado a linha final.

Como vem sendo hábito no país, o FC Porto também não escapou à maldição. O combustível entrou rapidamente na reserva, e a tarefa de marcar quatro aos pupilos de Jurgen Klopp passou a traduzir-se num depósito de utopia.

O jogo continuou a ser escrito a azul e branco, mas o Liverpool através dos seus contra-ataques mortíferos espalhou um pouco mais de veneno no marcador, desta feita por Salah. Após o 0-2, o Dragão respondeu de pé, aplaudindo o esforço dos seus jogadores.

E os aplausos foram recompensados com o golo de Militão, instantes depois. Num jogo, em que se jogava mais com o coração do que com a cabeça, os erros dos comandados de Sérgio Conceição começaram a surgir em catadupa, por falta de atenção e de desgaste, a exemplo do terceiro e quarto golo dos reds.

A eliminatória terminou com pesados números para os azuis e brancos (6-1 no conjunto das duas mãos), mas com um Dragão que o abraçou mesma na hora da despedida.

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