Ensa
Portal de Angola
Informação ao minuto

Caminhos de Ferro de Benguela podem paralizar na próxima semana

Comboio do CFL(arquivo) (Foto: António Escrivão)

VOA

O Conselho de Administração do Caminho-de-ferro de Benguela (CFB) é acusado de intimidar trabalhadores devido a um caderno reivindicativo.

Os trabalhadores poderão avançar para a greve já na próxima semana, esgotado o prazo legal para a resposta às exigências de aumentos salariais em 100 por cento e dos subsídios de alimentação.

Em defesa dos mais de 1.300 ferroviários distribuídos entre Benguela e Moxico, passando pelas províncias do Huambo e Bié, a comissão sindical pede, para lá das exigências financeiras e condições de trabalho, a reintegração de colegas despedidos na sequência da última colisão de comboios.

Uma assembleia de trabalhadores poderá realizar-se no inicio da próxima semana para decidir sobre a greve.

O primeiro secretario da comissão sindical Bernardo Henriques que a direcção realizou um encontro com trabalhadores “apresentaram ameaças”.

“Estão a perder tempo a intimidar”, afirmou.

Para além dos salários e subsídios uma outra questão é o despedimento de oito trabalhadores na sequência da colisão de comboios no troço entre o Huambo e o Bié.

‘’Tudo deveu-se à insuficiência de comunicações. Eles utilizam telemóveis, mas lá onde aconteceu não há rede nem nenhuma das operadoras de telefonia. Achamos que é um despedimento injusto’’, disse Bernardo Henriques.

Desta vez, confrontado pela VOA a propósito do espectro de greve, Luís Teixeira, o PCA, prometeu um pronunciamento nos próximos dias.

O salário base no Caminho-de-ferro de Benguela é de 34 mil Kwanzas, pouco mais de 100 dólares americanos ao câmbio oficial.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »