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Brasil e Venezuela dão início a negociações para reabertura da fronteira

(© Sputnik / Renan Lúcio)

Sputnik

O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, anunciou que Venezuela e Brasil iniciarão conversações em relação à próxima reabertura de postos fronteiriços.

Diante do Palácio de Miraflores e acompanhado pelo senador estadual de Roraima, Telmário Mota, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela disse que ambos os países concordam “em trabalhar na reabertura de postos fronteiriços no sul do país, entre Santa Elena de Uairén [na Venezuela] e o município de Pacaraima [no Brasil]”.

O diplomata enfatizou que ambos os países latino-americanos devem definir “regras claras” para garantir o bem-estar das populações venezuelana e brasileira antes de reabrir a passagem binacional, mas que a ideia é que a reabertura “aconteça o mais rápido possível”.

Para Arreaza, dada a crescente atividade comercial entre o Brasil e a Venezuela, “o melhor é ter uma fronteira aberta”, mas sem repetir o “espetáculo do governo dos Estados Unidos”, referindo-se ao dia 23 de fevereiro, quando membros da oposição venezuelana, com apoio de Washington, tentaram introduzir à força o chamado lote da “ajuda humanitária”.

“Concordamos com o presidente Nicolás Maduro em trabalhar na reabertura dos postos fronteiriços no sul do país, para que haja trabalho prévio de grupos de trabalho com os envolvidos”, disse o chanceler Jorge Arreaza

Mota enfatizou a importância de não interferir nos assuntos internos da Venezuela e de restabelecer as relações bilaterais. O senador, que preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado, disse que o governo do presidente Jair Bolsonaro perdeu “capacidade diplomática” com o país venezuelano, e por isso o Senado se propôs a reestabelecer a relação bilateral.
“O Poder Legislativo recuperou a capacidade diplomática para restabelecer uma relação de paz e harmonia com a Venezuela”, acrescentou o parlamentar.

O fechamento da fronteira entre Brasil e Venezuela ocorreu no dia 21 de fevereiro por ordem do presidente venezuelano Nicolás Maduro, após a declaração de Bolsonaro sobre levar “ajuda humanitária” ao povo venezuelano — vista por Maduro como uma operação logística implantada no estado de Roraima.

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