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Alemanha oferece 50 milhões de euros para reconstrução pós-Idai

Visita à Beira do embaixador alemão Detlev Wolter (à esquerda), com edil da cidade e embaixador da UE em Moçambique, António Sánchez-Benedito Gaspar (centro) (DR)

Alemanha vai participar na conferência internacional de doadores para a reconstrução das zonas afectadas pelo ciclone Idai. No centro de Moçambique, a situação “é extremamente difícil”, diz o embaixador Detlev Wolter.

O embaixador da Alemanha em Moçambique, Detlev Wolter, disse à DW África que o seu país vai seguramente participar na conferência internacional de doadores para a reconstrução da zona centro, recentemente afectada pelo ciclone Idai.

“A situação continua a ser muito difícil. É necessário um trabalho conjunto da comunidade internacional com o Governo moçambicano”, afirma Wolter.

A conferência de doadores está agendada para a segunda quinzena de maio na cidade da Beira, e está em curso o levantamento das necessidades.

O Governo alemão deverá disponibilizar 50 milhões de euros para a reconstrução pós-ciclone Idai, em Moçambique e em outros dois países atingidos por aquela calamidade natural, Zimbabué e Malawi.

São precisas “infra-estruturas resilientes”

Cerca de um mês após a passagem do ciclone, o embaixador da Alemanha visitou nos dias 10 e 11 de Abril uma das zonas mais afectadas, a Beira.

A cidade havia beneficiado há dois anos de um projecto que contou com financiamento da Alemanha, de reabilitação e ampliação do canal do Chiveve, na Beira, destinado a minimizar o impacto de eventuais fenómenos climáticos.

Segundo o embaixador alemão, Detlev Wolter, “o sistema [de drenagem do Chiveve] permitiu que o centro da cidade da Beira não fosse tão inundado, como teria acontecido sem aquele projecto”.

“Vamos rapidamente reparar os danos sofridos pelo sistema de drenagem do Chiveve”, adiantou o diplomata. “A restauração do rio Chiveve e dos mangais deve ter um efeito positivo a médio e longo prazo contra as mudanças climáticas.”

O embaixador considerou também importante a implantação de infra-estruturas resilientes.

Para Detlev Wolter, uma das lições a tirar do ciclone Idai é como responder “mais preventivamente” em situações do género, para evitar um elevado número de vítimas.

Reacção a mudanças climáticas

O diplomata disse que a Cruz Vermelha da Alemanha trabalha há dois anos com a sua congénere moçambicana na prevenção de mudanças climáticas e, uma semana antes do ciclone, prepararam kits para assistir as pessoas afectadas.

Na sequência desta calamidade, o Governo da Alemanha colocou à disposição de Moçambique uma ajuda humanitária de cinco milhões de euros para as vítimas do ciclone, assim como das inundações e da seca.

Detlev Wolter afirmou que o apoio humanitário é canalizado através de organizações internacionais como o Programa Alimentar Mundial e a UNICEF, assim como através de organizações não-governamentais como a Cruz Vermelha Alemã, Caritas ou CARE, além da Agência Federal para Alívio Técnico, em acordo com o Governo moçambicano e em coordenação com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

Por seu turno, o Comité Nacional da UNICEF na Alemanha doou seis milhões de euros em ajuda humanitária.

Estima-se que cerca de 50 alemães estiveram envolvidos, até ao momento, na assistência às vítimas do ciclone e inundações, através de programas de purificação da água, em Nhangau.

O embaixador alemão sublinhou ainda que “é com muita gratificação que constatamos que, na Alemanha, há uma resposta da sociedade muito forte com doações.”

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