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Sector em Menongue regista 7.700 casos de malária em três meses

Pico anual de pacientes de malária ainda está por vir (Ampe Rogério)

Sete mil e setecentos casos de malária foram diagnosticadas de Janeiro a Março do ano em curso, no hospital pediátrico de Menongue, província do Cuando Cubango, mais 4.113 em relação a igual período de 2018.

Em declarações hoje (segunda-feira) à Angop, a directora da unidade hospitalar, Ilídia Martins, fez saber que os casos diagnosticados resultaram em 34 mortes (-34), muitas causadas pela chegada tardia das crianças doentes ao hospital.

Durante deste período foram ainda diagnosticados dois mil e 281 casos de doenças respiratórias agudas, mil e 600 casos de doenças diarreicas aguadas e 839 casos de parasitose.

Justificou que a diminuição de mortes deveu-se com a realização de palestras de sensibilização e mobilização das mães sobre a saúde preventiva, sobretudo no que diz respeito ao combate ao lixo.

O uso do mosquiteiro tratado com insecticida e de longa duração, consumo de água fervida e desinfectada, no sentido de se evitar doenças oportunistas, principalmente nesta época chuvosa, foi igualmente recomendado.

Aquela unidade sanitária, localizada no bairro Saprinho, arredores da capital do Cuando Cubango, com uma capacidade de 108 camas, atende diariamente mais de 100 crianças, não só provenientes nos bairros circunvizinhos de Menongue, mas também de outras localidades distantes desta.

Apontou como principal problema a falta, nos últimos dias, de sangue na hemoterapia do hospitalar, o que tem obrigado os pacientes a recorrerem a dadores familiares, tendo, por isso, solicitado o voluntarismo da sociedade civil para este gesto de solidariedade, uma vez que dar sangue demonstra amor ao próximo.

Asseguram o Hospital Pediátrico de Menongue, seis médicos de diversas especialidades e 64 enfermeiros, uma cifra que considera insuficiente para atender a demanda diária, uma situação que espera ser solucionada através de concursos públicos no sector da saúde, que vão sendo realizados faseadamente.

Em relação aos medicamentos essenciais, assegurou não haver constrangimentos para atender os pacientes internados e até alguns que fazem o tratamento ambulatório.

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