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Menores molestados por furto em Viana

Imagem ilustrativa (Foto: Quintiliano dos Santos)

Dois menores, um de 14 e outro de 15 anos, foram supostamente molestados, quarta-feira, por seis indivíduos, no bairro Tandi, arredores do Mercado do 30, em Viana, por terem furtado uma cabeça de máquina de costura, que depois foi vendida no Mercado do Sequele, município de Cacuaco.

Depois de terem sido apanhados e supostamente molestados, os menores confessaram a autoria do furto e revelaram que a pessoa que adquiriu a cabeça de máquina de costura trabalha no Mercado do Sequele.

Os dois foram levados de tronco nu e de cuecas até ao mercado, onde apresentaram, sob os olhares dos seis e de muitos curiosos, a pessoa que comprou a cabeça de máquina de costura.

A mulher que comprou a cabeça tem no Mercado Distrital do Sequele um espaço, onde faz pequenos trabalhos de corte e costura. A senhora confirmou a versão apresentada pelos menores, mas recusou-se a dizer o valor entregue aos dois, que também tiveram a mesma postura. Os dois menores não apresentavam sinais de agressão, como hematomas.

O administrador do Mercado Distrital do Sequele, Jorge Manuel da Silva, assim que tomou conhecimento do caso, dirigiu-se ao espaço da compradora do acessório de costura e “pediu calma” aos elementos que levaram os dois menores ao local.

De forma pedagógica, Jorge da Silva começou por reprovar a atitude dos seis indivíduos com o argumento de que não se pode fazer justiça por mãos próprias. “Ao trazerem aqui os adolescentes, em tronco nu e de roupa interior, estão a violar os direitos humanos”, disse o responsável do Mercado do Sequele, que considerou “grave” a atitude dos seis indivíduos.

O administrador do mercado pediu aos vendedores que não adquiram mercadorias a pessoas suspeitas e fez referência ao adágio popular, segundo o qual “às vezes, sai caro comprar barato”.

O caso já não chegou à Polícia do Sequele por ter sido resolvido no local, com a entrega pela senhora da cabeça de máquina aos seis indivíduos, que agradeceram ao administrador do Mercado pela intervenção. Os seis e os dois menores deixaram o local em direcções diferentes.

Contactada pelo Jornal de Angola, uma fonte policial disse não ser frequente a entrada de menores nas duas esquadras localizadas na cidade do Sequele por algum conflito com a lei. A fonte explicou que os menores, por serem inimputáveis, não podem permanecer durante muito tempo numa esquadra, à espera que sejam encaminhados para o Julgado de Menores.

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