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Marcelo: Plano de Estabilidade depende de “tempo incerto”

Marcelo Rebelo de Sousa vai passar parte do Dia de Portugal em Cabo Verde (DR)

RTP

O Programa de Estabilidade hoje apresentado pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, está dependente da evolução do mundo e da Europa e das próximas eleições, referiu ao início da tarde Marcelo Rebelo de Sousa.

Baseia-se ainda em perspectivas de desaceleração este ano, seguindo-se uma aceleração de 2020 até 2023, num quadro “de evolução da descida do défice”, recordou o Presidente.

“O que interessa é não ficarmos na ponta da zona euro”, sublinhou, referindo acreditar que “o Programa está elaborado para prevenir isso, mas depende muito do que se passar lá fora e da vontade dos portugueses”.

“Vamos ver”, afirmou, referindo que, a nível internacional, muito depende de o “Brexit se resolver razoavelmente, de que a Europa tome decisões razoáveis, e que não haja uma guerra comercial muito grande no mundo”.

Sobre os avisos deixados pelo seu antecessor, Cavaco Silva, sobre os riscos de Portugal se tornar a lanterna vermelha da Europa, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou já foram feitos por ele próprio, há ano e meio.
Tempo incerto

“Vivemos um tempo incerto”, começou por lembrar o Presidente da República ao comentar o Plano de estabilidade hoje apresentado pelo Governo. Um “programa para 2023 tem de ter isso presente”, alertou.

“Vivemos um ano eleitoral, quer dizer que os portugueses é que vão escolher o próximo Governo”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa. Por isso, “o Programa de Estabilidade não pode ir muito ao concreto, depende de quem for o próximo Governo”.

Numa terceira consideração, o Presidente da República lembrou que, “o Programa de Estabilidade dá uma desaceleração este ano e uma reaceleração em 2020, 21, 22, até 23, mantendo embora uma evolução de descida do défice.”

“A quarta é que, no crescimento económico é uma preocupação subir acima da média europeia”, com a “preocupação de não ficar para trás, na ponta dos países da zona euro, isto é, não depender apenas do crescimento dos mais poderosos, das economias mais ricas”.

“Os números não são preocupantes”, explicou ainda o Presidente, “depende do que for o mundo e a Europa, depende do que for o resultados das eleições” legislativas em Portugal.

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