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Finlandeses votam este domingo para eleger novo Parlamento

RFI | João Matos

Finlândia que tem o povo mais feliz do mundo vai hoje às urnas para eleger um novo Parlamento. Eleições legislativas que estão a decorrer depois duma campanha dominada por questões de austeridade e imigração. Todas as sondagens apontam para uma vitória da oposição dos sociais democratas, seguidos pela extrema direita e derrota do centro-direita no poder.

Os finlandeses estão a votar este domingo em eleições legislativas cuja campanha foi marcada por questões de recessão e austeridade económicas e combate à imigração, bandeira da extrema direita que poderá ficar em segundo lugar.

Em primeiro lugar, segundo todas as sondagens, ficariam os sociais democratas, ganhando estas eleições legislativas que o poder de centro-direita estará em vias de perder, já que foi muito criticado pela sua política de austeridade económica.

Estranho é que isto acontece na Finlândia que tem o povo mais feliz do mundo, segundo índices humanos de condições de vida feitos por organizações internacionais.

A coligação governamental do centro, partido do primeiro-ministro, Juha Sipilä, do partido da coligação nacional, da direita e do partido da reforma azul, eurocéptico, aplicou uma política de austeridade que tirou o país da recessão em 2016.

É esta política de austeridade que foi atacada pelos sociais democratas, com o seu líder a dizer nos comícios de campanha que tem de “haver meios equitáveis para tornar a sociedade finlandesa forte, onde não basta apenas uma política fiscal”.

Antti Rinne, 55 anos, líder dos sociais democratas e antigo sindicalista e ex-ministro das Finanças denunciou durante toda a campanha as medidas de rigor do primeiro ministro, Juha Sipilä, nomeadamente, cortes no orçamento da educação.

Finlândia, mais um país europeu com extrema direita forte

A questão da imigração foi explorada até à exaustão pela extrema direita do partido dos finlandeses genuínos, quando, em Finlândia, apenas 6,6% da população de 5,5 milhões e meio de habitantes nasceram no estrangeiro.

Mas a extrema direita prometeu reduzir consideravelmente a imigração e reforçar o direito de asilo. O partido finlandeses genuínos denuncia a violência e agressões sexuais de imigrantes e a histeria climática dos seus adversários, afirmando que os cidadãos não devem pagar para o programa contra o aquecimento global.

A extrema direita que sofreu uma cisão com o afastamento dos mais radicais, mesmo assim está posicionada em segundo lugar com cerca de 16% dos votos nas sondagens.

Já em 2015 tinha ficado em segundo lugar e em 2011 em terceiro lugar nas eleições legislativas.

De notar que nenhum dos partidos, mesmo os sociais democratas que são os favoritos consegue 20% dos votos, segundo as sondagens.

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