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FLEC/FAC reivindica morte de três militares das Forças Armadas Angolanas em Cabinda

Vista parcial da cidade de Cabinda onde estão em curso diversas acções de impacto social (Fotografia: António Soares | Edições Novembro)

Numa nota, assinada pelo chefe de operações das FAC, Kisolokele Hulk, as forças independentistas daquela província informam que têm em curso “um conjunto de operações militares em Cabinda, como resposta à militarização do território pelo ocupante angolano e repressão da população cabindesa pelas forças de ocupação angolanas”.

De acordo com o documento, militares angolanos, para “justificar a multiplicação dos ataques das FAC”, acusaram um guia e um militar das FAA naturais de Cabinda de serem informadores da Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC), denunciando que o primeiro foi “friamente executado no local por militares angolanos”.

Segundo o DN que cita a Lusa, relativamente ao militar, o documento refere que o mesmo foi detido e transferido para a cidade de Cabinda, “onde está a ser submetido a um violento interrogatório”.

Em 28 de fevereiro último, a FLEC/FAC anunciou a retoma, “de forma intensiva, da luta armada em Cabinda” e alertou que o enclave angolano é “um território em estado de guerra e que os estrangeiros “devem tomar as medidas de segurança adequadas”.

Num “comunicado de guerra”, enviado então à agência Lusa, a FLEC/FAC argumentou que “nunca quis a guerra e sempre abriu as portas à paz” e que “todas as oportunidades” para a construir foram “esmagadas no sangue por Angola e os seus presidentes Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos e João Lourenço”.

Na ocasião, o movimento independentista alertou a comunidade internacional e todos os seus expatriados que Cabinda é um território em estado de guerra e por isso todos devem tomar as medidas de segurança adequadas.

O Governo angolano, que nem sequer discute a possibilidade de Cabinda aceder à independência, tem insistido na ideia de que a situação no enclave é “tranquila”.

A FLEC, através do seu “braço armado”, as FAC, luta pela independência do território alegando que o enclave era um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1885, e não parte integrante do território angolano.

Criada em 1963, a organização independentista dividiu-se e multiplicou-se em diferentes fações, efémeras, com a FLEC/FAC a manter-se como o único movimento que alega manter uma “resistência armada” contra a administração de Luanda.

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