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Opositor da Guiné Equatorial detido no Chade

Teodoro Obiang num desfile militar, em 2015, para assinalar o aniversário do golpe de Estado de agosto de 1979 (Foto: DW)

O secretário-geral do partido da oposição da Guiné-Equatorial Convergência para a Democracia Social (CDS), Andrés Esono, foi detido no Chade quando participava num encontro com aliados políticos, confirmou a CDS, avança o JN que cita a Lusa.

“A Convergência para a Democracia Social da Guiné Equatorial (CDS) recebeu esta madrugada a notícia da detenção do seu secretário-geral na cidade de Mongo, no Chade”, afirma o partido num comunicado, detalhando que não foram avançados motivos para a detenção.

Esono viajou para aquele país do centro-norte de África para participar num encontro com o partido chadiano União Nacional para a Democracia e Renovação (UNDR), liderado por Saleh Kebzabo, que se celebrava em Mongo, a cerca de 500 quilómetros da capital, Yamena.

A CDS acrescenta que Esono foi levado para Yamane, mas não dispõe de “informações sobre a sua situação”.

O partido expressou a sua “profunda preocupação por este grave atropelo ao seu secretário-geral num país estrangeiro” e solicitou às autoridades chadianas “esclarecimentos sobre os motivos da detenção”.

Alertou igualmente a comunidade internacional para este “ultraje a uma fugura importante da oposição ao regime no poder na Guiné Equatorial”.

Numa entrevista à agência de notícias espanhola Efe, no passado dia 29 de março em Madrid, Esono assegurou que os cidadãos da Guiné Equatorial carecem de um projeto de vida por causa da “ditadura perfeita” que exerce o Presidente do país, Teodoro Obiang, que tem um “controlo total” sobre eles desde 1979.

Desde a sua independência de Espanha em 1968, a Guiné Equatorial, membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tem sido considerada pelas organizações defensoras dos direitos humanos como um dos países mais corruptos e repressivos do mundo, devido a acusações de detenções arbitrárias e tortura de dissidentes e à denúncia de repetidas fraudes eleitorais.

Teodoro Obiang, que dirige o país com mão de ferro desde 1979, quando chegou ao poder através de um golpe de Estado que derrubou o seu tio Francisco Macías, é o presidente que ocupa há mais tempo o cargo em África.

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