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Chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas da CPLP reunidos na Cidade da Praia

(DR)

Os Chefes de Estado Maior das Forças Armadas da CPLP decidiram propor a criação de uma nova força conjunta de intervenção e apoio para situações de catástrofes.

De acordo com a DW África, os Chefes de Estado Maior das Forças Armadas da Comunidades dos Países de Língua Portuguesa(CPLP) a participar na 21ª reunião dos Chefes de Estado Maior das Forças Armadas (CEMFA) da CPLP na Cidade da Praia em Cabo Verde decidiram propor a criação de uma nova força conjunta de intervenção e apoio para situações de catástrofes . A estrutura irá abranger o exército, a marinha e a força aérea de cada um dos países, revelou o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas de Cabo Verde, Major General Anildo Morais.”Analisamos o documento sobre o mecanismo de resposta a situação de catástrofes que certamente será aprovado já na reunião dos Ministros da Defesa, estamos a aguardar só a posição da Guiné Equatorial”.

O Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas de Portugal, almirante António Silva Ribeiro, saudou a decisão tomada na Praia, explicando que o caso de Moçambique depois do ciclone Idai é bem elucidativo. “O que pretendemos é desenvolver na CPLP os mecanismos para quando num país nosso irmão surge uma tragédia como esta como é que as forças militares lusófonas podem acorrer e ajudar as populações que estão em sofrimento”.

No final deste ano, Angola vai acolher os exercícios militares conjuntos da CPLP, acrescentou o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas de Cabo Verde. “Decidimos pela realização do exercício Felino 2019 na carta e no terreno também em Angola. Ficou decidida também a realização do Colégio da Defesa em Portugal no mês de setembro sobre a cibersegurança”.

O encontro da Praia antecede a reunião dos ministros da Defesa da CPLP prevista para o mês de maio, em Luanda, confirmou à DW o ministro cabo-verdiano da Defesa, Luís Filipe Tavares. “Os Chefes de Estado Maior das Forças Armadas vão fazer uma série de propostas e recomendações que nós vamos apreciar no dia 30 de maio, em Luanda, e depois tomar decisões importantes. É muito importante que haja esta concertação a nível da CPLP, porque nós temos desafios comuns”.

Ataques em Cabo delgado

O major general Ezequiel Isac Muianga também esteve na Cidade da Praia em Cabo Verde a participar na nesta reunião. Confrontado com a questão dos ataques de grupos armados na província de Cabo Delgado em Moçambique disse que a situação está a ser resolvida. “Nós estamos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para cumprir a ordem do comandante em chefe no sentido de garantir a ordem e a segurança pública e garantir a livre circulação de bens e pessoas na província de Cabo Delgado”.

O comandante do Exército moçambicano disse ainda que os militares e a Polícia da República de Moçambique estão a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a circulação de bens e de pessoas. Os ataques de grupos armados na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, já terão matado pelo menos 150 pessoas desde outubro de 2017 e milhares de outras abandonaram as aldeias e as hortas onde cultivavam os seus alimentos, dando origem a um movimento de deslocados em direcção às capitais de distrito.

Ezequiel Isac Muianga vincou que as autoridades moçambicanas esperam contar com o apoio da CPLP na troca de experiências e de informações que ajudem Moçambique a resolver este problema e ficou também agradecido com a solidariedade demonstrada durante este encontro. “A cooperação é muito importante do ponto de vista de troca de experiências, treinamentos e troca de informações que possam nos ajudar a resolver este problema o mais cedo quanto possível. O maior contributo que saiu da reunião foi a solidariedade em relação a Moçambique”. Com excepção da Guiné-Bissau, todos os Estados da comunidade participaram na reunião de Cabo Verde.

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