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Aldeões consomem água de tom verde

Habitantes da região dependem de poços para matar a sede (Fotografia: DR)

As populações das localidades da Uia e de Vime, a 35 e 49 quilómetros da sede do município da Cahama, na província do Cunene, estão a consumir água esverdeada retirada de poços, constatou o Jornal de Angola, durante uma visita do governador Vigílio Tyova, com o objectivo de constatar a situação da seca que afecta a população e o gado na região.

Num dos poços da povoação da Uia, também denominados chimpacas, a delegação composta por responsáveis de distintos sectores confrontou-se com um cheiro nauseabundo da água, disputada por populares e pelo gado.

A equipa de técnicos do comando do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros fez a recolha de amostras do referido líquido, para testagem em laboratório, a fim de determinar o grau de perigosidade.
Os populares explicaram que estão a consumir aquela água acumulada, resultante das chuvas do ano passado, por falta de outras fontes.

A anciã Miquelina Tchifunga, da localidade de Vime, disse à nossa reportagem que a sua área nunca beneficiou de um sistema de água feito pelo Governo e que as pessoas e o gado têm de recorrer às chimpacas.

Miquelina Tchifunga explicou que a cor verde que a água tomou deve-se às raízes das árvores das redondezas, assim como aos bois que se introduzem no espaço para beber.

Durante a visita, o governador do Cunene colocou a primeira pedra para a construção de novos furos de água e reabilitação de outros há muito inoperantes, assim como reuniu-se com o seu elenco, para encontrar soluções para a reabilitação de represas das localidades afectadas pela seca.

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