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FMI suspende transações com Venezuela por indefinição no governo

(AFP / Andrew CABALLERO-REYNOLDS) O acesso da Venezuela ao Fundo Monetário Internacional (FMI) está condicionado à definição sobre quem governa em Caracas.

O acesso da Venezuela ao Fundo Monetário Internacional (FMI), tanto para retirar os seus fundos de reservas como para negociar empréstimos, está condicionado à definição sobre quem governa em Caracas, informou nesta quarta-feira um porta-voz do organismo.

A legitimidade do governo da Venezuela está em questão desde janeiro, quando o líder opositor Juan Guaidó desafiou a autoridade do presidente Nicolás Maduro, em meio uma aguda crise económica.

“Qualquer compromisso do FMI com a Venezuela, incluindo a resposta a possíveis solicitações de transações financeiras, está vinculado ao tema de esclarecimento sobre quem governa”, disse à AFP o porta-voz do FMI.

“Nos guiamos por nossos membros neste tema…”, destacou o porta-voz.

Maduro, que assumiu um segundo mandato até 2025 no dia 10 de janeiro passado, segue como presidente da Venezuela, com o apoio interno dos militares e externo de Rússia e China.

Guaidó, chefe do Parlamento que em 23 de janeiro se declarou presidente interino para organizar novas eleições, é reconhecido por mais de 50 países, incluindo Estados Unidos.

No FMI, os Estados Unidos têm o maior poder de voto (16,5%), com capacidade de veto sobre a maioria das decisões.

Com a decisão, tanto Maduro quanto Guaidó não poderão iniciar negociações para um programa de ajuda com o organismo multilateral.

Durante os últimos quatro anos, a Venezuela drenou drasticamente suas reservas no FMI, que se mantêm nos chamados Direitos Especiais de Giro (DEG), cujo valor é fixado com base em cinco moedas: dólar, euro, iene, libra e iuane.

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